Professora da UNIFASE/FMP leva produção acadêmica brasileira à conferência internacional na Europa

22 de julho de 2025
Professora da UNIFASE/FMP leva produção acadêmica brasileira à conferência internacional na Europa

Conferência em Brest, na França, reuniu especialistas de todo o mundo para discutir os futuros possíveis nas representações sociais

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) estiveram presentes em um dos mais importantes eventos acadêmicos do mundo na área da Psicologia Social. A professora Dra. Maria Regina Bortolini participou da 17ª Conferência Internacional sobre Representações Sociais (CIRS), realizada de 7 a 12 de julho, na Université de Bretagne Occidentale, em Brest, na França.


O tema geral do evento foi “O futuro nas representações: capturando nosso mundo”. A docente apresentou o trabalho “Tristes, Loucas e Más: refletindo sobre a construção das subjetividades femininas”. De acordo com a professora Maria Regina, esse trabalho foi resultado de uma rica experiência em diversas dimensões, articulando ensino, pesquisa e extensão.


“O projeto “Tristes, Loucas e Más” foi desenvolvido em 2023/2024, com o estudo da obra homônima de Lisa Appignanesi. A cada capítulo lido, promovíamos uma roda de conversa e, a partir dessas discussões, as estudantes elaboravam reflexões em forma de diários. Havia total liberdade para os registros, que podiam ser feitos em qualquer linguagem, seja artística ou acadêmica. Aos poucos, começaram a surgir produções incríveis, tanto do ponto de vista estético quanto da profundidade das reflexões. Fomos construindo novas sensibilidades e sentidos para o feminino. Foi então que percebemos que essa experiência e trabalhos mereciam transbordar para além do grupo, e assim nasceu a ideia de transformar toda essa experiência em uma exposição", lembrou Regina Bortolini, que destacou que as ações fazem parte do Laboratório de Estudos em Representações Sociais e Saúde (LERS), em conjunto com o Coletivo Feminista (COFEM) da instituição.


Após todo esse processo, foi desenvolvido um trabalho em parceria com a egressa do curso de Psicologia da UNIFASE, Ana Beatriz Gonçalves Mello, que foi submetido e aceito na conferência internacional.


“Das inquietações, belas produções e do oceano de significações, nasceu a exposição. Com desejo crescente de compartilhar o processo vivido, foram construídos espaços imersivos, para que além de apresentar os conceitos e temas trabalhados, fosse possível transmitir os incômodos e as acolhidas, dois dos sentimentos centrais vivenciados nessa trajetória. Hoje trabalhando com grupo de mulheres, carrego e compartilho das inúmeras habilidades e saberes aprendidos e desenvolvidos ao longo deste processo que segue em desdobramento até hoje, me proporcionando inquietações e o desejo por mais. Ver que o trabalho foi tão bem aceito também em um congresso internacional, na França e que em outro território ele conseguiu manter sua essência e gerar debates, reflexões e principalmente compartilhamento de experiências é incrível e gratificante demais”, relata Ana.


A conferência, promovida este ano, pelo LP3C – Laboratoire de Psychologie: Cognition, Comportement, Communication – é reconhecida internacionalmente por reunir especialistas, pesquisadores e instituições comprometidas com o avanço das teorias e práticas em torno das representações sociais. Desde 1992, o evento alterna edições na Europa e em outros continentes, sendo considerado referência para a comunidade científica global. Ainda de acordo com a professora Regina Bortolini, a relação entre arte, linguagem, representações sociais e subjetividades é pouco explorada. Por isso, o trabalho apresentado trouxe inovação, gerando debates, reconhecimento e elogios.



“Eu fiquei muito feliz com a receptividade, com o debate rico que o trabalho promoveu, com os elogios recebidos pela riqueza do trabalho. Isso gerou alguns contatos com pesquisadores de outras universidades no México, na Argentina e em Portugal e a possibilidade de convite para fazer um artigo a ser publicado em uma revista francesa. Então acho que a repercussão foi muito boa, muito positiva. Eu saí do Congresso muito feliz de ver que, apesar de eu estar numa universidade privada no interior do estado do Rio de Janeiro, o nosso trabalho se destacou inovando práticas e metodologias de pesquisa e ensino no campo das representações sociais”, completou ela.


4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária
3 de junho de 2026
O curso de Medicina da UNIFASE/FMP realizou, no mês de maio, a Aula Magna da graduação, reunindo estudantes e professores para uma reflexão sobre a prática médica fundamentada na ciência e no pensamento crítico. Com o tema “Medicina Baseada em Evidências: como pensar criticamente desde o primeiro dia”, a aula foi ministrada pelo médico Luis Eduardo Fontes, mestre e doutor em Saúde Baseada em Evidências pela Unifesp e pela Universidade de Oxford. A proposta do encontro foi estimular estudantes e profissionais da área da saúde a refletirem sobre a importância da análise crítica e da tomada de decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas desde o início da formação acadêmica.  Além de professor titular da disciplina de Urgência e Emergência da UNIFASE/FMP, Luis Eduardo Fontes é coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde Baseada em Evidências da instituição, pesquisador associado sênior do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, diretor do Centro Afiliado Cochrane Brasil Rio de Janeiro e cofundador da Oxford-Brazil EBM Alliance.