Jubileu de Ouro: Terceira turma da Faculdade de Medicina de Petrópolis comemora 50 anos de formatura

25 de outubro de 2024
Jubileu de Ouro: Terceira turma da Faculdade de Medicina de Petrópolis comemora 50 anos de formatura

Solenidade foi marcada pela emoção e reencontro com os amigos veteranos

O ano era 1974 e um grupo de jovens estudantes, vindos de várias partes do Brasil, se formavam médicos pela Faculdade de Medicina de Petrópolis. Passados 50 anos, os egressos se reuniram no último sábado (19), no Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) para comemorar o Jubileu de Ouro.


As professoras Patrícia Pachá e Claudia Gorini organizaram a celebração, que contou até com a entrega do diploma. O médico cardiologista Silvério Henriques Tavares Neto disse que eles realizam encontros a cada 5 anos e o que predomina é a emoção e a lembrança de momentos que a turma viveu na Faculdade de Medicina de Petrópolis. Ele foi escolhido para repetir o feito de 50 anos atrás e ler novamente o Juramento de Hipócrates.


“Hoje vou ler de novo o juramento de Hipócrates, o que me deixa muito honrado. Essa turma marcou a história da Faculdade. Éramos um pouco bagunceiros, mas também reivindicávamos mudanças, que possivelmente estamos vendo até agora. A evolução da Faculdade no ponto de vista técnico, científico e de infraestrutura deixa todo mundo orgulhoso”, ressaltou o Dr. Silvério.


Pelos corredores da instituição o sentimento era de alegria e celebração. A pediatra aposentada Ilze Maria Pinheiro de Souza relembrou com carinho um dos momentos que viveu quando era estudante, por vezes, a voz embargava ao falar sobre aquela época.


“É uma emoção tão grande que dá um nó na garganta. Nós fomos pioneiros na Faculdade, já que fomos a terceira turma. Hoje é um dia muito especial, porque além de rever os colegas, temos aquela sensação de dever cumprido na nossa profissão”, falou Dra. Ilze.


A turma Milton Madruga foi a terceira de Medicina e a trajetória desses médicos se mistura com a história da Faculdade de Medicina de Petrópolis, já que em 31 de outubro de 2024, a instituição completa 57 anos. Durante o encontro os egressos constataram o quanto a Faculdade se desenvolveu nas últimas décadas.


“Nós progredimos nesses 50 anos, não só fisicamente, mas foi uma mudança de engajamento, de envolvimento social com a cidade, de aprofundamento nas relações com a rede de saúde. Continuamos com os nossos mesmos valores e buscamos formar médicos para o SUS – Sistema Único de Saúde”, destacou o Dr. Álvaro Veiga, diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis.


Maria Thereza de Sá Earp recordou que ainda era criança naquele tempo, mas tem muitas lembranças dessa turma com seu pai, Dr. Arthur Sá Earp Neto. 


“Quando essa turma estava para se formar ia na minha casa conversar com o meu pai e isso tem uma memória afetiva muito grande. Hoje estamos aqui representando um trabalho de 57 anos, com essas pessoas que se formaram há 50 anos e que ainda seguem os valores e a missão da faculdade até hoje. E por isso nós continuamos renovando os votos, não só o juramento de Hipócrates, mas a renovação dos valores que permearam eles durante a vida”, disse Maria Thereza, que estava representando a reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves.


Os ex-alunos estavam felizes em retornar à instituição que os formaram médicos, muitos aproveitaram a oportunidade e levaram a família para a comemoração. O professor da UNIFASE/FMP Antônio Carlos Castor Maciel se formou nessa turma e foi homenageado pelos colegas veteranos. Ele foi o primeiro ex-aluno que se tornou diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis.



“Estou muito feliz em estar aqui e comemorar essa data especial”, concluiu o professor Maciel.


20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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