IX Semana de Psicologia da UNIFASE destaca reflexões sobre Ciência e Profissão em tempos de urgências psicossociais

25 de agosto de 2025
IX Semana de Psicologia da UNIFASE destaca reflexões sobre Ciência e Profissão em tempos de urgências psicossociais

Com a proposta de salientar que a formação em Psicologia vai além dos muros acadêmicos, constituindo-se como um compromisso social fundamental em tempos, onde o cuidado com a saúde mental se tornou uma questão de saúde pública, o campus da UNIFASE foi palco da IX Semana de Psicologia, realizada neste mês de agosto. 


Reforçando a centralidade da saúde mental como questão de saúde pública, especialmente após os desafios impostos pela pandemia e pelos frequentes eventos climáticos extremos, a programação do evento refletiu essas urgências contemporâneas. O destaque foi a Mesa Redonda sobre "Psicologia nas Emergências e Desastres: fatores humanos e gerenciamento de riscos", tema particularmente relevante para Petrópolis e cidades vizinhas, que enfrentam desafios recorrentes com eventos climáticos.


Coordenadora do Curso de Psicologia da UNIFASE, professora Rovena Paranhos destacou a essência do encontro. "A semana de Psicologia é um evento tradicional, com o objetivo de aproximar o que se produz na academia daquilo que a sociedade necessita. Essa parceria e intercâmbio de conhecimentos científicos com a vida cotidiana é a razão de uma instituição universitária".


Carlos Augusto Bandeira Moraes, participante da mesa sobre emergências e desastres, trouxe sua experiência da aviação civil para o debate, frisando que "esse tema é extremamente relevante para Petrópolis, pois há esse desafio que é a segurança da cidade na questão dos desabamentos. A aviação tem amplo conhecimento na área da prevenção de acidentes, que pode trazer muitos elementos importantes para reflexão conjunta."


A programação diversificada incluiu a palestra "Psicanálise e Psicose: Encontro Possível em um CAPS", ministrada pela professora doutora Lusanir de Sousa Carvalho, abordando a interface entre teoria psicanalítica e prática clínica em serviços de saúde mental. A mesa redonda "Trajetórias em Psicologia: Percursos de Egressos do Curso de Psicologia da UNIFASE", mediada pela egressa Yasmim Ferreira Pinheiro de Souza, proporcionou um olhar sobre as diferentes possibilidades de atuação profissional nesse cenário contemporâneo, bem como discutiu o ingresso de novos psicólogos(as) no mercado de trabalho. Além disso, outro momento significativo foi a palestra sobre "Psicologia do Esporte: Mens sana in corpore sano, corpore sano in mens sana", conduzida pelas professoras doutoras Daniele Mariano Seda e Clévia Sies, evidenciando a expansão do campo psicológico para áreas antes consideradas periféricas.


O Diretório Acadêmico teve participação ativa na organização do evento, como observou Roni de Souza Britto, estudante do Diretório Acadêmico, essa "É muito gratificante representar os alunos do curso de Psicologia da UNIFASE. Tivemos voz ativa na preparação, onde foi possível colocarmos as nossas ideias em ação e darmos a nossa identidade também ao evento, trazendo aulas diferenciadas, fora da sala, abordando temas relevantes e atuais, como a questão dos desastres, que infelizmente vivenciamos em Petrópolis”, salientou. 


Em uma sociedade que cada vez mais reconhece a importância dos cuidados psicossociais, seja no enfrentamento de traumas coletivos, na promoção de saúde mental comunitária ou na prevenção de agravos psicossociais, eventos como a Semana de Psicologia da UNIFASE assumem papel estratégico na formação de profissionais preparados para essas demandas.


“Nosso dever como educadores é aproximar os alunos das demandas sociais, construindo com a comunidade um conhecimento capaz de promover qualidade de vida a todos”, finaliza Rovena Paranhos.

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Entender o comportamento da polpa, interpretar corretamente os sinais clínicos e conhecer as recomendações mais atuais são fatores decisivos para o sucesso do tratamento em dentes decíduos Imagine a seguinte situação. Uma criança de cinco anos chega ao consultório com uma extensa lesão de cárie em um segundo molar decíduo. Após a remoção do tecido cariado, ocorre uma exposição pulpar. Nesse momento, surge uma das perguntas mais frequentes da prática clínica: Pulpotomia? Pulpectomia? Exodontia? Essa decisão, que muitas vezes precisa ser tomada em poucos minutos, pode determinar o sucesso — ou o insucesso — do tratamento. Durante muitos anos, a escolha da terapia esteve fortemente baseada na experiência clínica individual. Hoje, entretanto, sabemos que decisões mais previsíveis dependem da integração entre diagnóstico criterioso, evidências científicas atualizadas e domínio técnico. Preservar dentes decíduos é preservar o desenvolvimento infantil O objetivo da terapia pulpar vai muito além de tratar uma polpa inflamada. Manter um dente decíduo saudável significa preservar funções fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esses dentes mantêm o espaço para os sucessores permanentes, participam da mastigação, da fala, do desenvolvimento facial e influenciam diretamente a qualidade de vida infantil. Por isso, sempre que biologicamente possível, a conduta deve priorizar sua preservação até o momento natural da esfoliação. A terapia pulpar reúne diferentes procedimentos capazes de manter ou restabelecer a saúde pulpar, como o capeamento pulpar indireto, o capeamento pulpar direto, a pulpotomia, a pulpectomia e, mais recentemente, o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), cuja indicação vem sendo amplamente discutida nas diretrizes mais atuais. Cada técnica possui indicações específicas e nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela profundidade da cavidade ou pelo tamanho da exposição pulpar. O diagnóstico é a chave para uma boa decisão clínica Na prática clínica, o maior desafio raramente está na execução da técnica. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar corretamente os sinais clínicos e radiográficos para compreender o estado biológico da polpa. Dor espontânea, sangramento persistente, presença de fístula, mobilidade patológica, alterações periapicais e o padrão radiográfico são alguns dos fatores que precisam ser avaliados antes da definição do tratamento. Em outras palavras, o sucesso da terapia pulpar começa muito antes da utilização de qualquer instrumento ou material restaurador. As evidências científicas mudaram a forma de tratar dentes decíduos Nas últimas décadas, importantes avanços modificaram os protocolos para o tratamento pulpar em dentes decíduos. As recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) passaram a priorizar tratamentos mais conservadores sempre que biologicamente possíveis, enquanto novas abordagens, como o tratamento endodôntico não instrumental (TENI), ampliaram as possibilidades terapêuticas em situações específicas. Além disso, materiais como MTA, Biodentine e cimentos biocerâmicos trouxeram novas perspectivas para o tratamento pulpar, ampliando a previsibilidade clínica quando corretamente indicados. Esses avanços demonstram que a atualização científica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para os cirurgiões-dentistas que atendem pacientes infantis e desejam oferecer tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências. Da teoria à tomada de decisão clínica Conhecer os protocolos é importante. Mas transformar conhecimento em segurança clínica exige prática. Discutir casos reais, interpretar exames radiográficos, compreender as indicações e os limites de cada técnica e executar os procedimentos em ambiente laboratorial permite ao cirurgião-dentista desenvolver um raciocínio clínico mais consistente e aplicável à rotina do consultório. Afinal, cada paciente apresenta características próprias, e nenhuma diretriz substitui o julgamento clínico de um profissional bem preparado. Atualização profissional baseada em evidências A evolução da Odontologia exige um processo permanente de atualização. Mais do que acompanhar novos materiais ou técnicas, o cirurgião-dentista precisa desenvolver segurança para tomar decisões clínicas cada vez mais conscientes, previsíveis e fundamentadas. É justamente para responder a essa necessidade que a UNIFASE oferece a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos, uma formação voltada para cirurgiões-dentistas, odontopediatras, clínicos gerais e profissionais que desejam aperfeiçoar sua tomada de decisão clínica e aprofundar seus conhecimentos sobre os protocolos mais atuais para o tratamento pulpar em dentes decíduos. O curso integra aulas teóricas fundamentadas nas evidências científicas mais recentes, discussão de casos clínicos, treinamento laboratorial e atendimento clínico supervisionado, proporcionando uma experiência de aprendizagem que conecta conhecimento científico, prática clínica e desenvolvimento profissional. Mais do que ensinar técnicas, a proposta é capacitar o profissional para tomar decisões clínicas seguras, conscientes e baseadas em ciência, oferecendo às crianças tratamentos cada vez mais conservadores, previsíveis e de maior qualidade. Se você busca uma atualização que une teoria, prática e evidências científicas para transformar sua atuação clínica, conheça a Imersão em Terapia Pulpar em Dentes Decíduos da UNIFASE e descubra como essa experiência pode contribuir para a sua formação profissional. Saiba mais sobre o curso: https://www.unifase-rj.edu.br/curso-atualizacao/imersao-em-terapia-pulpar-em-dentes-deciduos
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