IV Jornada da Virada Climática abre programação com atividade gratuita e reafirma compromisso socioambiental da UNIFASE/FMP

11 de fevereiro de 2026
IV Jornada da Virada Climática abre programação com atividade gratuita e reafirma compromisso socioambiental da UNIFASE/FMP

Evento é um dos principais espaços de diálogo socioambiental da cidade e articula ciência, cuidado, cooperação e transformação como caminhos possíveis para enfrentar às mudanças climáticas

Em um contexto marcado pelo agravamento das crises climáticas, pela intensificação de eventos extremos e pelo aumento das desigualdades sociais, a 4ª edição da Jornada da Virada Climática da UNIFASE/FMP reforça a urgência de práticas que promovam justiça climática, cuidado mútuo e transformação sustentável. Nesta edição, o evento terá como tema “Cuidar, Cooperar e Transformar: o caminho para uma transição justa e regenerativa”.


A programação de abertura, que ocorre no dia 23 de fevereiro, contará com um Cine Debate, com a exibição do curta-metragem “Ilha das Flores”. A atividade acontece das 14h às 17h, na Sala Arthur de Sá Earp Neto, no campus Barão, localizado na Avenida Barão do Rio Branco, nº 1.003. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita, sendo necessária apenas inscrição prévia pelo site: https://www.unifase-rj.edu.br/evento-de-extensao/iii-jornada-da-virada-climatica. O cine debate será conduzido pelos organizadores do evento, Professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP e Dr. Paulo Sá, professor de Saúde Planetária e Cultura Regenerativa nos cursos de Medicina e Psicologia da UNIFASE/FMP.


Criada a partir do compromisso da UNIFASE/FMP com Petrópolis e da necessidade de refletir sobre os impactos das mudanças climáticas, intensificados após as tragédias ocorridas em fevereiro e março de 2022, a Jornada consolidou-se como um espaço de escuta, mobilização e construção coletiva de respostas, sendo reconhecido pelo Selo ODS Educação 2025. Entre as iniciativas vinculadas ao evento está o projeto de extensão Comunidade que Cuida da Vida, que recentemente ganhou o Prêmio Jovem Cientista 2025, na categoria Ensino Superior.


“O Selo ODS Educação reforça que a Jornada da Virada Climática é fruto de um trabalho coletivo e integrado, que articula ensino, pesquisa e extensão a partir das demandas reais dos territórios. É um evento conectado às questões sociais e ambientais do nosso tempo, que promove aprendizado mútuo, amplia o diálogo com a sociedade e gera impacto concreto na vida das pessoas”, destaca Ricardo Tammela.


O evento, que ocorrerá até o dia 23 de março, busca reunir uma ampla diversidade de ações, como conferências, rodas de conversa, oficinas, painéis, exibições, performances, práticas sensoriais, intervenções urbanas, feiras, experiências imersivas e atividades em territórios, com foco na construção de soluções colaborativas, criativas e regenerativas para os desafios climáticos contemporâneos. A programação completa e as inscrições estarão disponíveis em breve, no site da instituição (www.unifase-rj.edu.br).


“Podemos escolher continuar à deriva, baixando os olhos para o sofrimento e se submetendo a uma ordem de desunião e destruição, ou arregaçar as mangas e vir para o debate em busca de soluções reais para o enfrentamento do problema”, comenta Paulo Sá.


Serviço

Data: 23 de fevereiro de 2026

Abertura: Cine Debate – Exibição do curta Ilha das Flores

Local: Sala Arthur de Sá Earp Neto – UNIFASE/FMP (Campus Barão)

Horário: 14h às 17h

Público: Aberto a todos os interessados

11 de fevereiro de 2026
Mudanças acompanham as demandas do mercado de trabalho e ampliam a formação prática dos alunos
9 de fevereiro de 2026
Redação TV UNIFASE Todo começo de ano traz expectativas, planos e desafios. Para quem ensina, também traz perguntas: como cuidar do outro sem esquecer de si? E como ensinar em um mundo cada vez mais acelerado? Esses questionamentos nortearam a Semana de Desenvolvimento Docente da UNIFASE e da Escola Técnica Irmã Dulce Bastos, que neste primeiro semestre uniu educação e saúde mental em uma programação voltada não apenas à capacitação, mas também à escuta, ao acolhimento e ao fortalecimento dos laços entre professores. Para a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, o encontro reforça a importância da integração entre os profissionais da educação e o cuidado com quem forma novas gerações. “Estamos no começo do período letivo, e a semana de capacitação docente marca esse recomeço: reunir os professores, valorizar sua profissão, trabalhar com as propostas para este ano, acolher suas dúvidas, ambições, seus desejos. Reuni-los para discutir seu envolvimento no projeto pedagógico institucional. Tornar nossos professores parte desse corpo docente é mais que reuni-los, é fazê-los entender, compreender, compartilhar, vivenciar, distribuir o ônus e o bônus da profissão. E também fazê-los compartilhar angústias e sofrimentos para que a prática pedagógica seja mais leve, mais prazerosa, não seja responsabilidade de um único professor, mas todos juntos formando esse corpo docente”, citou. Saúde mental como questão coletiva A palestra de abertura foi conduzida pelo psiquiatra e pesquisador da Fiocruz Dimitri Abramov, que também é professor da UNIFASE. Ele é coautor de um artigo científico que analisa como a cultura ocidental contemporânea, marcada pelo foco no desempenho, consumo e competição, pode estar associada ao crescimento de quadros de depressão e ansiedade. O especialista destacou que o cuidado com a saúde mental deixou de ser apenas uma questão individual e passou a ser um desafio social. “A gente vive hoje uma problemática muito grande em relação ao bem-estar da saúde mental do corpo docente. O trabalho de professor é muito desafiante, mas ele não pode ser desconectado de um contexto mais complexo, como a própria organização da nossa sociedade contemporânea. Isso põe para nós realmente a importância de fazer uma análise compreensiva, sobre o que de fato coloca o professor nessa exposição de agravo à saúde mental”, comenta. Dados do Ministério da Previdência Social reforçam o alerta. Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 15,66% em relação a 2024, quando foram contabilizados 472.328 casos. Segundo Dimitri Abramov, esse cenário reflete um modo de vida que precisa ser repensado. Projetos que conectam universidade e comunidade A programação também apresentou experiências que aproximam ensino, território e população. Uma das oficinas, chamada “Trilhas que Transformam”, destacou projetos institucionais que impactam diretamente a comunidade. Entre eles está o “Comunidade que Cuida da Vida”, desenvolvido pela UNIFASE em parceria com a Defesa Civil de Petrópolis. A iniciativa começou no Posto de Saúde da Família da Estrada da Saudade e envolve alunos de Medicina e Enfermagem. O projeto atua na prevenção de riscos relacionados a desastres naturais, começando pelo mapeamento de moradores em situação de maior vulnerabilidade, como crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. A partir dessas informações, são criadas estratégias de proteção e atuação em situações de emergência. Para a professora Lívia Teixeira, a iniciativa amplia o papel da instituição para além da sala de aula, promovendo impacto direto na vida da população. “A gente começa com a palavra de inspiração. Esperamos que com essa apresentação, professores e coordenadores se inspirem a participar desse projeto, que é um projeto que tem um diferencial que nem o grupo atual esperava. E que possamos formar mais alunos em todas as áreas e professores também, porque eu estou sendo formada o tempo inteiro participando desse projeto. É um tema diferente, que envolve mudanças climáticas, saúde planetária e que temos que colocar cada vez mais na nossa vida, não só como professora, mas na nossa vida”, afirmou. A parceria também é vista como estratégica pela Defesa Civil. A geógrafa Vitória Custódio destacou que a integração com a instituição fortalece o trabalho em rede e amplia o alcance das ações preventivas no território. “O Comunidade que Cuida da Vida é um projeto com muito potencial de formação, não só para os alunos, mas para toda a comunidade envolvida nele, de todas as equipes envolvidas na estratégia de saúde da família. Agora, ter a oportunidade de apresentar isso para o corpo docente amplia um pouco o nosso espectro de atuação. Conversar com outras áreas além da medicina e enfermagem amplia nossas possibilidades no território. Conseguir me enxergar nesse papel de educadora, recebendo e transmitindo informações, é muito importante, porque a gente consegue entender como o nosso trabalho pode afetar o outro, desde aquele que forma profissionais, mas também aqueles que vão receber soluções e construir soluções dentro das próprias comunidades. Então é importante aguçar essa sensibilidade para todos que estão envolvidos no processo”, comentou. Cuidado também na alimentação infantil Outra experiência apresentada foi a do Ambulatório de Terapia Alimentar, ligado ao Ambulatório Escola da instituição. O serviço atende crianças com seletividade alimentar, condição que atinge quase 20% das crianças brasileiras, principalmente entre 2 e 6 anos. Encaminhadas por pediatras, as crianças participam de um programa de 12 semanas, com acompanhamento individualizado e abordagem lúdica. O objetivo é transformar a relação com os alimentos, reduzindo conflitos e estimulando descobertas graduais — do olhar ao toque, do cheiro à degustação. De acordo com a professora Juliana Schaefer, o trabalho tem apresentado resultados positivos tanto para as crianças quanto para as famílias. “É uma alegria grande, não só porque é um projeto que já está acontecendo. Era um projeto piloto, mas que já está na prática. Após essa apresentação e com o passar dos semestres, a condição do ambulatório de terapia melhora e, no futuro, a gente sabe que outros profissionais da área da saúde podem se agregar também ao nosso ambulatório de terapia alimentar. Um atendimento multiprofissional no futuro. Então é uma alegria compartilhar isso com outros colegas”, finalizou.
5 de fevereiro de 2026
Alunos da Pós-Graduação Lato Sensu em Medicina Legal e Perícia Médica da UNIFASE/FMP foram aprovados na Prova de Certificação da AMB (Associação Médica Brasileira) e da ABMLPM Nacional (Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica), conquistando o Título de Especialista e a obtenção do Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina Legal e Perícia Médica. “Essa conquista representa a solidificação da especialidade, mostrando ser tão importante quanto as demais. Nossa atividade é de grande responsabilidade, pois auxilia a justiça em decisões que definem sentenças, então é necessário que seja tratada com muita seriedade”, analisa a professora Gabriela Graça, coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica da UNIFASE/FMP, especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, Perito Legista e Presidente da ABMLPM-RJ. Foram aprovados os alunos: Aldir Guimarães Dias, Arnaldo Insfran, Erika Amorim Raposo da Câmara, Luciano Mello de Oliveira Bomfim e Régio Marcos de Abreu Filho. O médico Régio Marcos destaca que o conhecimento adquirido na pós-graduação foi essencial para a conquista do RQE. “Foi fundamental a quantidade de aulas teóricas, a profundidade de temas e o ensino metodológico da perícia na pós-graduação da UNIFASE/FMP. Aprendemos que Perícia é uma especialidade médica complexa e séria, que demanda metodologia científica, organização, muito estudo e conhecimento em todas as áreas. Por isso, quem tiver interesse na área, vale muito a pena fazer a pós em Medicina Legal e Perícia Médica”, comenta um dos alunos da UNIFASE/FMP, que foi aprovado na Prova de Certificação da AMB e da ABMLPM Nacional. A crescente demanda por profissionais qualificados na área reforça a importância da formação especializada. “A perícia médica vive um momento de grande expansão no Brasil, impulsionada pelo aumento dos processos judiciais na área da saúde e pela escassez de peritos qualificados. O perito precisa dominar não apenas a Medicina, mas também os aspectos legais, o Direito Médico e o funcionamento do sistema judiciário, o que torna a formação especializada indispensável”, destaca o pneumologista, pós-graduado em Avaliação do Dano Corporal pela Associação Portuguesa de Avaliação do Dano Corporal (APADAC), Especialista em Medicina Legal e Perícia Médica pela Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), Dr. Marcus Conte, um dos coordenadores da pós-graduação ao lado da professora Dra. Gabriela Graça. A pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica, voltada exclusivamente para médicos com CRM ativo, capacita e prepara os alunos para atuar com segurança técnica, ética e científica em contextos que envolvem a interface entre a Medicina e o sistema de justiça. “O RQE, apesar de ainda não ser exigido pelos tribunais para cadastro de peritos, é um grande filtro e já é exigido por várias empresas que contratam assistentes técnicos para auxílio em processos”, acrescenta a professora Gabriela.  As inscrições para a pós-graduação em Medicina Legal e Perícia Médica estão abertas no site da UNIFASE/FMP: https://www.unifase-rj.edu.br/posgraduacao/medicina-legal-e-pericia-medica