Inscrições abertas para dez cursos de férias na UNIFASE/FMP

19 de junho de 2024
Inscrições abertas para dez cursos de férias na UNIFASE/FMP

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) e a Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) oferecem uma excelente oportunidade para quem deseja aproveitar o período de férias para aprimorar seus conhecimentos, desenvolver novas habilidades e expandir suas competências. Ao longo do mês de julho será oferecido uma variedade de cursos de curta duração, nas modalidades presencial e on-line, nas áreas de psicologia, enfermagem, bem-estar, radiologia e medicina. Outras informações e as inscrições estão disponíveis no link: www.unifase-rj.edu.br/extensao/cursos-de-extensao

O curso “Noções Básicas sobre Doação e Banco de Sangue” será realizado nos dias 08 e 09 de julho, das 18h30 às 20h30, com o objetivo de apresentar os conhecimentos básicos de hemoterapia para estudantes e técnicos da área de saúde. As aulas serão ministradas pela professora Ana Beserra, na modalidade on-line, via Google Meet e pela plataforma EAD da UNIFASE/FMP.

Com o objetivo de apresentar a importância do Banco de Leite Humano (BLH) na saúde da mulher e da criança, contando a história do BLH, da doação e das amas de leite, destacando aspectos nutricionais, físicos e químicos do leite, as etapas de processamento do leite, a importância da amamentação e a iniciativa do hospital amigo da criança, a professora Ana Beserra também será responsável pelo curso “Noções básicas de Banco de Leite Humano”, na modalidade on-line, nos dias 10 e 11 de julho, das 18h30 às 20h30. Este curso é indicado para técnicos, profissionais e estudantes de nutrição, medicina, enfermagem e psicologia. 

A professora Ingrid Ferreira Lopes vai ministrar um curso especial sobre “Mamografia”, destacando a aplicação da radiologia no diagnóstico e tratamento do câncer de mama e nos principais exames que são realizados durante o processo de cuidados com as pacientes. As aulas serão ministradas nos dias 24 e 25 de julho, das 19h às 22h, no Campus da UNIFASE/FMP.   


Quando falamos sobre os cursos de férias da UNIFASE/FMP, é claro que a parte cultural não fica de fora. O professor Emerson de Souza Queiroz vai ministrar dois cursos presenciais no campus acadêmico. O primeiro é sobre a “Arte de ensinar: conexões STEAM entre Música e Matemática, a Ciência por trás dos sons”, indicado para estudantes de psicologia e docentes do Ensino Fundamental. O curso será realizado no dia 15 de julho, das 9h às 12h.
O segundo curso aborda a “Matemática instrumental: aplicações básicas nos cursos de saúde e áreas afins”, marcado para o dia 16 de julho, das 9h às 12h, com o objetivo de compreender e resolver problemas no conjunto dos números reais, analisar situações problema de proporcionalidade aplicadas ao cotidiano, para estudantes dos cursos de saúde e áreas afins. 


Ensinando como praticar técnicas de meditação para lidar com os desafios da atualidade, o professor Paulo Klingelhoefer de Sá oferece o curso “Meditação para tempos desafiadores”, abordando a realidade como espelho interno, técnicas de meditação, reflexão e contemplação, conexão entre céu e terra, além da relação entre a meditação e a Inteligência Artificial. As aulas acontecerão nos dias 16 e 17 de julho, no campus Barão, das 16h às 18h, aberto para a participação de todas as pessoas que tiverem interesse na prática.


Os estudantes e profissionais da área de radiologia devem ficar atentos, pois este ano a UNIFASE está disponibilizando quatro cursos de férias em diferentes segmentos da radiologia. Todos serão realizados na modalidade presencial, no campus da Barão, localizado na Av. Barão do Rio Branco, nº 1003, Centro. Confira:


“Radiologia Veterinária – Posicionamento e anatomia para exames de raios-x” visa agregar conhecimento aos alunos sobre a aplicação da radiologia dentro da clínica veterinária, mostrando os principais exames realizados em animais de pequeno porte, além de falar sobre o mercado de trabalho. Esse curso será ministrado pelo professor Diego André Olszowski, nos dias 09 e 11 de julho, das 19h às 22h.


Com o intuito de identificar as áreas de atuação da radiologia forense e demonstrar a rotina do profissional da radiologia no auxílio ao médico legista na obtenção da causa mortis, o professor Sandro Molter Faria vai ministrar o curso “Introdução à Radiologia Forense”, nos dias 17 e 18 de julho, das 19h às 22h. 


O curso “Anatomia Óssea e Radiológica de crânio e face” será realizado nos dias 15 e 16 de julho, das 19h às 22h. O professor Alexandre Kuster vai compartilhar conceitos fundamentais de radiologia aplicada à anatomia craniofacial, com a proposta de desenvolver uma compreensão das estruturas anatômicas relevantes para os profissionais da área de saúde. 


Despertar o interesse dos alunos pela área de radiologia odontológica é o objetivo do professor Gleizer dos Santos Oliveira, que ministrará o curso “Radiologia Odontológica – Anatomia, posicionamento e exames intra e extra orais”. Com forte apelo no mercado de trabalho, que demanda por grande número de profissionais qualificados, o curso será realizado nos dias 08 e 09 julho, das 19h às 22h. 



Aproveite essa oportunidade para adicionar o nome da UNIFASE/FMP ao seu currículo e destaque-se no mercado de trabalho! Outras informações sobre os cursos e as inscrições estão disponíveis no site: www.unifase-rj.edu.br/extensao/cursos-de-extensao 


6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.