Inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho é tema do programa Ecoar 

11 de novembro de 2022
Inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho é tema do programa Ecoar

O programa “Ecoar – Diálogos de Cidadania” chega ao seu 12º episódio com um debate sobre “Trabalhadores com Deficiência”. O programa vai ao ar dia 16 de novembro, quarta-feira, às 14h, com transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaude Distribuidora da Fiocruz no YouTube. Para esta conversa, o apresentador e entrevistador Tuca Munhoz recebe especialistas que vão compartilhar suas experiências na área, resgatar a história de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro e analisar como está o acesso a este direito hoje.

“O mercado formal de trabalho passou por uma importante mudança no Brasil desde a promulgação do artigo 93, da Lei 8.213, popularmente conhecido como Lei de Cotas. Desde então, milhares de pessoas com deficiência conseguiram emprego com carteira assinada em empresas com 100 ou mais funcionários. Mas as pessoas com deficiência são tratadas e têm oportunidades em pé de igualdade com os demais trabalhadores ou ainda sofrem discriminação?”, questiona Munhoz, há décadas atua como ativista pelos direitos das pessoas com deficiência.

Três especialistas participam do debate. Fernando André Sampaio Cabral, pessoa com deficiência múltipla, é auditor Fiscal do Trabalho na Superintendência Regional do Trabalho de Pernambuco (SRT/PE) e vai compartilhar sua experiência como coordenador da Fiscalização da Inclusão de Pessoas com Deficiência e Reabilitadas no Trabalho. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fernando tem especialização em Igualdade no Trabalho pela Universidad de Castilla-La Mancha, da Espanha e atualmente faz especialização em Direitos Humanos e Direito do Trabalho na Universidade Federal do Pará (UFPA).

A psicóloga e pedagoga Sônia Gertner, representante do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência,  apresentará os resultados da pesquisa sobre Trabalhadores com Deficiência na Fiocruz, ao lado de Miguel Abud Marcelino, professor da Unifase e pesquisador do do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (NIPPIS). O projeto analisou o perfil dos trabalhadores com deficiência na Fundação, identificando barreiras, limitações e restrições enfrentadas, com o intuito de promover ações internas de melhorias alinhadas à política institucional de acessibilidade e inclusão.

Mestre em Saúde Pública e especialista em Saúde Mental e Psicanálise e em Gestão de Organizações de Ciência e Tecnologia em Saúde, Sônia também é professora convidada no Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), onde realiza pesquisa de doutorado. Marcelino, por sua vez, atuou na implantação de modelos de avaliação biopsicossocial para acesso de pessoas com deficiência ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria pela Lei Complementar nº 142/2013.

Ao final do episódio, o bloco dedicado ao Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF), principal apoiador do Ecoar – Diálogos de Cidadania, traz reflexões sobre a importância de uma plataforma que reúne dados sobre pessoas com deficiência para elaboração de políticas públicas, desenvolvimento de pesquisas e empoderamento da população por meio da informação. Clique aqui para acessar o site do SISDEF.

 

Sobre o Ecoar – Diálogos de Cidadania

O Ecoar – Diálogos de Cidadania é um projeto cultural-informativo do Núcleo de Informações, Políticas Públicas e Inclusão Social (NIPPIS), produzido por Cristina Rabelais, pelo apresentador Tuca Munhoz e Daniele Novaes, que busca reverberar informações sobre direitos humanos e cidadania.

 

Apoiado pelo Sistema Nacional de Informação sobre Deficiência (SISDEF), o Ecoar faz parte da estratégia de divulgação de informações e tradução do conhecimento para a implementação de políticas públicas e empoderamento da população, com foco no segmento de pessoas com deficiência e em temáticas de inclusão social. Também contribuem com a viabilização do programa as assessorias de comunicação do Icict/Fiocruz e da Unifase e a Videosaúde Distribuidora da Fiocruz.

Sugestões de pauta, críticas, elogios e demais comentários podem ser encaminhados pelo e-mail ecoar.nippis@gmail.com.

 

17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.
16 de setembro de 2026
Há mais de uma década, iniciativa aproxima estudantes e moradores e transforma demandas do território em ações nas áreas de saúde, alimentação, educação e cidadania
11 de setembro de 2026
Experiências vivenciadas no cotidiano da saúde da família deram origem ao livro Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido, de Anna Beatriz Artigues de Araujo Vieira, enfermeira e preceptora da UNIFASE. Publicada pela Artêra Editorial, a obra foi lançada durante a programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O livro reúne poemas, narrativas e reflexões construídos a partir da escuta e das experiências vivenciadas pela autora no cuidado em saúde. Os textos abordam temas como infância, violência, pertencimento, espiritualidade, comunicação e vulnerabilidade, revelando histórias e situações que muitas vezes permanecem invisíveis no cotidiano. A obra propõe um olhar sensível sobre o cuidado e sobre as relações humanas que atravessam o trabalho na saúde da família, aproximando poesia, experiências territoriais e reflexão sobre o ato de cuidar. “Narrativas do Cotidiano Invisível, porém Sentido” está disponível na Amazon.