Especialista aborda a importância do diagnóstico correto de alergias respiratórias e métodos de prevenção

17 de maio de 2023
Especialista aborda a importância do diagnóstico correto de alergias  respiratórias e métodos de prevenção

Um espirro daqui e outro dali. Basta a temperatura diminuir para que o organismo de muitas pessoas comece a dar sinal de que pode adoecer. Geralmente, nas estações mais frias do ano, quem tem alguma alergia respiratória precisa redobrar os cuidados com a saúde, especialmente quando há crises de repetição. O diagnóstico correto e o início do tratamento adequado são essenciais para evitar que quadros simples de alergias possam ser agravados.


“A alergia respiratória mais frequente é a Rinite Alérgica, com crises de espirros, coceira no nariz e olhos, entupimento nasal e coriza. Não é necessário apresentar todos os sintomas de uma só vez. Os estudos científicos sugerem que até 20% a 30% da população possa ser acometida pela Rinite. Embora muito frequente, não é uma doença grave, apesar de causar muito desconforto, atrapalhar o sono ou o trabalho, não coloca a pessoa em risco de morte. No entanto, precisa ser tratada, pois pode evoluir com complicações, sendo o principal fator associado às otites de repetição em crianças e  sinusites de repetição em adultos”, explica o médico Dr. José Luiz Rios, coordenador do curso de Pós-Graduação em Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP).


Outra alergia respiratória muito prevalente é a asma brônquica, também conhecida como Bronquite Alérgica ou simplesmente Bronquite. Segundo o

especialista, a doença acomete cerca de 10% a 15% da população, sendo mais frequente durante a infância.


“Muitas crianças que têm asma, melhoram no final da infância, mas há casos em que as pessoas permanecem com a doença. As características principais dessa alergia são as crises de falta de ar, tosse e chiado no peito. Ao contrário da Rinite, é uma doença potencialmente grave e as crises podem ser fortes e obrigar à hospitalização do paciente, inclusive com risco de morte, se não for tratado adequadamente”, destaca o médico.


O correto diagnóstico das doenças respiratórias é essencial para que sejam adotados os tratamentos necessários e evitadas crises graves, pois em caos recorrentes, sem a devida atenção, podem ser originados outros problemas que comprometam ainda mais a saúde dos pacientes.


“No caso da Rinite Alérgica, a pessoa será tratada como se fossem gripes de repetição, usando medicação inadequada e tendo mais chance de evoluir para complicações. Muitas crianças que têm Rinite e, por isso têm obstrução nasal crônica, passam a infância respirando pela boca e desenvolvem deformidades da arcada dentária e do tórax, que irão acompanhá-las ao longo da vida, por não terem sido diagnosticadas e corretamente tratadas da Rinite na infância. Além disso, muitos adultos com asma, que não são adequadamente diagnosticados, não sabem, ou não são orientados, a tratar preventivamente a doença. Com isso, estão sujeitos a crises mais frequentes e potencialmente mais graves, complicando com internações e risco de morte, desnecessariamente”, salienta o imunologista.


Com a alta demanda da população por atendimentos na área, o Brasil ainda carece de profissionais especialistas na área, que façam o correto diagnóstico e indiquem os tratamentos adequados.


“A alergia, seja respiratória ou alimentar, é uma condição crônica, que precisa ser tratada por longos períodos, ou, pelo menos, acompanhada por muitos anos. A melhor forma de tratar o indivíduo alérgico é o tratamento preventivo, para evitar que ele tenha as crises. Para isso, é preciso o médico especialista em alergia. As crises podem ser medicadas pelo clínico ou pelo pediatra, mas para deixar de ter crises, sair do risco de reações graves ou complicações e melhorar a qualidade de vida, é necessário a intervenção de um médico especialista em alergia”, finaliza.


20 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural UNIFASE inaugura, no dia 28 de fevereiro, a exposição coletiva “As Multifaces de Mário de Andrade”, mostra dedicada a revisitar a trajetória e o legado de um dos maiores pensadores da cultura brasileira. A abertura acontece das 15h às 19h, e a exposição segue até dia 24 de abril. A mostra marca os 80 anos de sua ausência, reafirmando a importância de manter viva a memória e a relevância de seu pensamento para as novas gerações. Sob a curadoria de Lia do Rio, a exposição reúne 15 artistas do Movimento de Arte Teia, coletivo criado pela artista visual Regina Helene, com a missão de democratizar a arte contemporânea e ampliar seu alcance para diferentes territórios e públicos. “Essa exposição faz parte do Movimento Teia, que se propõe a levar exposições de arte contemporânea para outras cidades do Brasil, além dos grandes centros. Esta exposição vem fazendo um itinerário, no intuito de levar, ao maior número de pessoas, um conhecimento das inúmeras facetas da pessoa Mário de Andrade, que praticamente só conhecemos por meio de seu livro Macunaíma e da Semana de 22. Na realidade ele nos influencia até hoje, através de seus projetos culturais desconhecidos pela grande maioria dos brasileiros”, ressalta a curadora, Lia do Rio. Cada obra é acompanhada de um breve texto que apresenta o que motivou o artista em seu processo criativo, oferecendo ao visitante uma experiência mais aprofundada e reflexiva. Aberta ao público em geral, a exposição dialoga também com escolas e instituições culturais. Durante a exposição, estão previstos encontros com os artistas e ações educativas, reafirmando o compromisso da instituição com uma formação integral, que compreende a arte como dimensão essencial do processo educativo, como destaca o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP. “Mais do que um tributo a um dos maiores intelectuais brasileiros, a mostra convida nossa comunidade acadêmica a experimentar a arte como espaço de sensibilidade, pensamento crítico e construção de identidade. Mário de Andrade foi múltiplo — poeta, pesquisador, modernista, intérprete do Brasil profundo — e sua trajetória nos lembra que a educação não se faz apenas pela técnica, mas pela ampliação do olhar e pela escuta das diversas vozes que compõem o país. Acreditamos que a arte, quando integrada ao ambiente universitário, não é ornamento, mas fundamento: ela humaniza, inquieta e transforma. É nesse horizonte que acolhemos a exposição, como um gesto de abertura ao diálogo entre cultura, educação e sociedade”, conclui Tammela. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Serviço: Local: Centro Cultural UNIFASE Exposição: As Multifaces de Mário de Andrade Abertura: 28 de fevereiro, das 15h às 19h Período: 28 de fevereiro a 24 de abril, segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h. Público: Aberto ao público em geral, escolas e instituições culturais 
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Evento, promovido pela UNIFASE, terá debates, oficinas, ações em territórios e atividades culturais sobre mudanças climáticas
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Curso tem nota máxima no MEC e é parte do seleto grupo com acreditação nacional e internacional pelo SAEME