"Comunidade que cuida da vida", desenvolvido pela UNIFASE em parceria com a Defesa Civil, passa a contar com projeto da Marinha do Brasil para a redução de riscos em comunidades de Petrópolis

7 de maio de 2026
"Comunidade que cuida da vida", desenvolvido pela UNIFASE em parceria com a Defesa Civil, passa a contar com projeto da Marinha do Brasil para a redução de riscos em comunidades de Petrópolis

Em mais uma iniciativa para tornar as comunidades de Petrópolis mais resilientes, o projeto "Comunidade que cuida da vida", desenvolvido pela UNIFASE, em parceria com a Defesa Civil de Petrópolis, agora passa a contar também com o projeto "NBQR nas Comunidades: Educação, Prevenção e Tecnologia para a Resiliência Socioambiental", desenvolvido pela Marinha do Brasil, em conjunto com a UFRJ e a Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR).


NBQR é uma sigla para ameaças de natureza Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, que podem afetar populações, infraestruturas e meio ambiente. "O nosso projeto visa desmistificar a ciência nas comunidades, tendo como foco a defesa nuclear, biológica, química e radiológica. A intenção é pegar o conhecimento da academia, aliado ao conhecimento operacional do corpo de fuzileiros navais, e levar isso de forma que a comunidade possa entender aonde ela pode colaborar com relação a redução de riscos nas áreas de defesa NBQR", explica o comandante Antônio César da Silva Leite, pesquisador na área de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais.


Aprovado no programa PISTA: Conectando Territórios Inovadores da FAPERJ, o projeto do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, instituição de Ciência e Tecnologia da Marinha do Brasil que é líder na área de pesquisa NBQR, conta com uma equipe multidisciplinar, que envolve a participação da UNIFASE, responsável pela articulação local; da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis (SEMPDEC), no suporte operacional; e da UFRJ/COPPE, na liderança técnico-científica.


"A chegada da Marinha e da UFRJ, através deste projeto, vai agregar nossa percepção de avaliação de risco, já que ele amplia para as questões nucleares, biológicas, químicas e radiológicas. No momento, trabalhamos muito a questão biológica e geológica das comunidades em que atuamos, mas nesse primeiro encontro já mudamos o nosso olhar para o território. Em contrapartida, eles entenderam que estão entrando numa região, na qual já existe diálogo comunitário e participação social, o que muda todo o caminho do projeto. Vamos agregar e construir juntos, e não apenas delegar ações", analisa a enfermeira sanitarista Lívia Teixeira, coordenadora do projeto "Comunidade que cuida da vida" e supervisora das Unidades de Saúde da Família (Nova Cascatinha, Estrada da Saudade, Boa Vista e Machado Fagundes) geridas pela UNIFASE.


Em visita à Estrada da Saudade, região onde foi implantado o projeto-piloto do "Comunidade que cuida da vida", membros da UNIFASE, da Prefeitura de Petrópolis e do projeto "NBQR nas Comunidades" fizeram um reconhecimento do território em que vão atuar.


"O objetivo da visita foi identificar ameaças associadas aos riscos de natureza NBQR. Essa é uma nova frente de risco que vamos começar a entender na região para traçar estratégias para que os impactos associados a esses riscos sejam amenizados", aponta Vitória Custódio, geógrafa da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis (SEMPDEC).


"A gente não faz Estratégia de Saúde da Família sozinho, então ter mais pessoas se juntando ao nosso projeto agrega mais conhecimento e conhecimento é poder, principalmente em relação a populações mais vulneráveis", conclui Rafael Aragão Ribeiro, Médico de Família e Comunidade que atua no PSF da Estrada da Saudade e no projeto da UNIFASE.


Sobre o "Comunidade que cuida da vida"


Integrando ensino, pesquisa e extensão, o projeto atua na redução de riscos e no fortalecimento da segurança das comunidades de Petrópolis, com ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. 


Em 2025, a estudante de Medicina Anna Giullia Toledo Hosken e a professora Lívia Teixeira, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, vinculada ao Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE/FMP), conquistaram com o projeto o 3º lugar do Prêmio Jovem Cientista, na categoria Estudante do Ensino Superior.


Além da parceria com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil (SEMPDEC), o "Comunidade que cuida da vida" conta ainda com apoio das Secretarias de Assistência Social e de Saúde e a colaboração do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram: @comunidadequecuidadavida


19 de setembro de 2026
Instituição registrou quase 1 milhão de atendimentos nos últimos cinco anos em serviços próprios e conveniados e mantém uma relação com a rede pública construída ao longo de décadas
18 de setembro de 2026
A reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, participou do 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP), realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo. Considerado um dos principais encontros do setor no país, o evento reuniu dirigentes e representantes de instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil para discutir os desafios e as transformações da educação superior. Integrante do Conselho Consultivo do SEMESP, Maria Isabel esteve, no dia 17, no painel “A formação é um caminho sem fim”, que teve como convidado Jorge Alfonso Rodrigues Tort, diretor de Estratégias e Cooperação do Instituto do Futuro do Tec de Monterrey, do México. A mesa abordou os novos caminhos da formação profissional, com destaque para microcertificações, trilhas flexíveis de aprendizagem e lifelong learning, além dos desafios para que as instituições acompanhem as transformações da sociedade e do mundo do trabalho. Para a reitora, participar de espaços como o FNESP representa uma oportunidade de contribuir para o debate sobre os rumos da educação superior, além de acompanhar experiências e perspectivas de outras instituições. Também estiveram no evento o presidente da Fundação Octacílio Gualberto, mantenedora da UNIFASE, Dr. Jorge Dáu; o pró-reitor de Administração, Dr. Afonso Chaves; e o coordenador de EAD, Prof. Marcelo Guedes, acompanhando as discussões e as novidades que movimentam a educação superior.
17 de setembro de 2026
Por Esther Takamori, coordenadora de pesquisa da UNIFASE Algumas conquistas que hoje parecem naturais são, na verdade, muito recentes. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas em 1932. Em menos de um século, ampliaram sua presença nas universidades, nas profissões, na pesquisa, na vida pública e em posições de liderança. Nada disso aconteceu automaticamente. Foram mulheres que, em diferentes momentos, questionaram limites, enfrentaram resistências e abriram caminhos para as gerações seguintes. É essa trajetória que inspira o tema da XXXII Semana Científica da UNIFASE, que acontece de 27 a 29 de outubro, em Petrópolis: “Ciência Delas”. A proposta não é apenas celebrar o que foi conquistado, mas reconhecer que uma conquista também pode ser o ponto de partida para novas perguntas. Na ciência, essa reflexão é especialmente importante. Durante muito tempo, mulheres tiveram acesso restrito à formação e às instituições científicas. Muitas participaram de descobertas e produziram conhecimento sem receber o mesmo reconhecimento que seus pares homens. Hoje, o cenário mudou. Mulheres estão presentes em diferentes áreas do conhecimento, lideram pesquisas, formam novas gerações, desenvolvem tecnologias e ocupam espaços de decisão. Mas presença não significa que todos os desafios tenham desaparecido. Estar à frente da Coordenação de Pesquisa da UNIFASE me permite acompanhar essa transformação de perto. Vejo mulheres pesquisadoras, professoras e estudantes ocupando esses espaços e construindo suas próprias trajetórias. Ao mesmo tempo, percebo o quanto ainda é necessário criar condições para que mais mulheres possam desenvolver seus projetos, permanecer na ciência e chegar a posições de liderança. Essa experiência também reforça uma convicção: representatividade não é apenas ocupar um lugar. É fazer com que outras pessoas consigam se imaginar ocupando aquele mesmo espaço. Quando uma menina ou uma jovem encontra mulheres produzindo ciência, liderando pesquisas ou tomando decisões, novas possibilidades se tornam visíveis. Aquilo que parecia distante passa a fazer parte do horizonte. Por isso, lugar de mulher é onde ela sonhar, onde ela conquistar, onde ela quiser. Mas cada geração também recebe uma responsabilidade. Se algumas portas foram abertas por quem veio antes, cabe a nós ampliar esses caminhos e abrir outros para quem virá depois. Talvez essa seja uma das maiores aproximações entre a trajetória das mulheres e a própria ciência. Fazer ciência é perguntar, questionar respostas prontas, identificar limites e buscar novas possibilidades. As universidades têm papel fundamental nesse processo. São espaços de formação, mas também de descoberta, pensamento crítico e produção de conhecimento. Precisam permitir que diferentes experiências e perspectivas participem dessa construção. É por isso que discutir mulheres e ciência não deveria significar apenas olhar para o passado e contabilizar conquistas. É também perguntar que ciência queremos construir, quem terá espaço para produzi-la e quais caminhos ainda precisamos abrir. A “Ciência Delas” nasce desse olhar: reconhecer as mulheres que abriram caminhos, valorizar as que hoje os percorrem e pensar nas próximas gerações. As conquistas do passado não são um ponto de chegada. São parte do caminho. E os próximos horizontes começam quando alguém decide que um limite não precisa permanecer onde sempre esteve. É com esse olhar que convido vocês para a XXXII Semana Científica da UNIFASE. Espero encontrá-los lá para reconhecer os caminhos que já foram abertos e, principalmente, conversar sobre os que ainda podemos construir.