Além do ENAMED: formação médica exige acompanhamento ao longo dos seis anos de graduação

Com quase 60 anos, Faculdade de Medicina de Petrópolis combina prática em cenários reais, avaliações progressivas e acompanhamento individualizado para observar a evolução do estudante durante toda a formação
Como saber se um estudante de Medicina está, de fato, evoluindo para se tornar um bom médico? Em um momento em que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) amplia a discussão sobre a qualidade da educação médica no país, a pergunta coloca em evidência um desafio que começa muito antes de qualquer avaliação ao final da graduação: acompanhar como conhecimentos, habilidades e atitudes são desenvolvidas ao longo dos seis anos do curso para aquisições de competências.
Na Faculdade de Medicina de Petrópolis que integra o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE/FMP), esse acompanhamento faz parte de um modelo construído e aperfeiçoado ao longo de quase seis décadas. Avaliações progressivas, experiências em diferentes cenários de prática, acompanhamento docente e revisão permanente do currículo permitem observar não apenas o resultado alcançado pelo estudante, mas a trajetória percorrida até ele.
Aprender onde as decisões acontecem
Dos laboratórios e atividades de simulação aos ambulatórios, hospitais e serviços de saúde, os estudantes são inseridos progressivamente em situações que aproximam conhecimento científico, raciocínio clínico, tomada de decisão e cuidado integral.
Entre os principais cenários próprios está o Ambulatório Escola (AMBE), que é próprio da instituição e está em funcionamento desde 1998. Somente em 2025, a unidade registrou mais de 107 mil atendimentos, conciliando assistência à população e formação de estudantes em diferentes áreas da saúde.
A experiência prática também se estende ao Hospital Alcides Carneiro, hospital de ensino credenciado pelos Ministérios da Educação e da Saúde, e a outros serviços das redes pública e privada.
A relação da instituição com esses espaços, porém, vai além de utilizá-los como campos de prática. Ao integrar ensino e assistência, a UNIFASE/FMP também participa da construção e do fortalecimento dos cenários onde seus estudantes aprendem, contribuindo com profissionais, conhecimento e estrutura para qualificar serviços que, ao mesmo tempo, atendem à população e formam novos médicos.
Para a reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, essa integração é parte fundamental da responsabilidade assumida pela instituição na formação médica.
“Formar um médico exige muito mais do que oferecer conteúdo e avaliar conhecimentos. É preciso criar condições para que o estudante aprenda em contato com a realidade, acompanhado por professores e inserido em cenários que também ajudamos a construir e qualificar. Quando ensino e assistência caminham juntos, contribuímos simultaneamente para a formação dos nossos estudantes e para o cuidado oferecido à população”, destaca a reitora.
Avaliar para acompanhar
A experiência prática é acompanhada por diferentes instrumentos de avaliação. Teste de Progresso, PROMED e SAI ajudam a observar o desenvolvimento dos estudantes em diferentes momentos da graduação e produzem informações que orientam tanto a aprendizagem quanto o aperfeiçoamento do próprio curso.
Nos anos finais, esse processo é ampliado com simulados e outras ferramentas de preparação para os desafios enfrentados pelos concluintes. Professores de diferentes especialidades também atuam como gestores, acompanhando desempenhos, identificando pontos de atenção e orientando estratégias individualizadas de aprendizagem.
Para a coordenadora do curso de Medicina da UNIFASE/FMP, Patricia Tavares, o ENAMED acrescenta uma nova etapa a uma trajetória que começa muito antes da conclusão da graduação.
“A formação médica não acontece em um único momento. Ela é construída todos os dias, nas experiências práticas, nas discussões de casos, nas avaliações, nos erros, nos feedbacks e na relação com professores e pacientes. O ENAMED chega como mais uma etapa dessa trajetória e também como uma oportunidade para olharmos continuamente para aquilo que fazemos e para o que podemos aperfeiçoar. Nosso compromisso é formar médicos preparados para aprender ao longo de toda a vida profissional”, afirma.
Os resultados dessas avaliações também retornam para o curso, subsidiando discussões sobre currículo, práticas pedagógicas e processos de aprendizagem. A lógica é fazer da avaliação não apenas uma medida de desempenho, mas uma ferramenta para acompanhar estudantes e aperfeiçoar continuamente a formação.
Qualidade reconhecida
Esse processo se soma a um reconhecimento que ainda alcança um grupo restrito de escolas médicas brasileiras. A Faculdade de Medicina de Petrópolis é acreditada pelo Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME-CFM), colocando a instituição entre as poucas escolas médicas do país que passam por esse processo de avaliação da qualidade da formação. Atualmente, apenas 66 cursos de Medicina em todo o país integram a relação de instituições acreditadas pelo sistema, sendo somente quatro no estado do Rio de Janeiro.
A UNIFASE/FMP também mantém programas de residência médica e atividades de pesquisa e extensão, além de oferecer aos estudantes oportunidades de participação em diferentes experiências acadêmicas e profissionais, nacionais e internacionais.
Uma avaliação é um retrato. A formação acontece ao longo do tempo
O novo cenário da educação médica reforça uma questão que interessa às escolas médicas, mas também aos estudantes e às famílias no momento de escolher onde construir uma trajetória de seis anos: como essa instituição acompanha a formação de seus alunos ao longo do tempo?
Na UNIFASE/FMP, a resposta passa pela articulação entre currículo, professores, cenários de prática, avaliação e acompanhamento. Uma formação que acontece diante de situações reais e que busca preparar o futuro médico não apenas para uma avaliação ou para o primeiro dia de profissão, mas para continuar aprendendo diante das transformações da Medicina.
“Quem ingressa em Medicina inicia uma trajetória de seis anos, mas também começa a construir competências que levará para toda a vida. Por isso, acreditamos em uma formação próxima, progressiva e conectada à realidade da profissão. Formar médicos é um compromisso que se fortalece todos os dias”, completa Abílio Aranha, Pró-reitor de Ensino e Extensão da UNIFASE/FMP.
Com a abertura do próximo processo seletivo de Medicina prevista para a próxima segunda-feira (24), a Faculdade de Medicina de Petrópolis se aproxima dos 60 anos levando para o futuro uma experiência construída desde 1967: formar médicos em contato com a realidade, acompanhando cada etapa dessa trajetória e evoluindo junto com os desafios da profissão.
Para saber mais sobre o curso de Medicina da UNIFASE/FMP, acesse: https://www.unifase-rj.edu.br/graduacao/medicina-fmp








