Novos psicólogos vêm ao encontro da crescente demanda por cuidados com a saúde mental

27 de janeiro de 2022
Novos psicólogos vêm ao encontro da crescente demanda por cuidados com a saúde mental

UNIFASE entrega 26 psicólogos para o mercado de trabalho

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE), comprometido com a formação de excelência nas áreas de gestão e da saúde, entrega ao mercado de trabalho 26 profissionais da Psicologia, graduados no último dia 20. Os novos psicólogos ingressam nas atividades profissionais com um importante diferencial na formação acadêmica, que é a aptidão para atuar em seis áreas da Psicologia: Avaliação Diagnóstica; Clínica; Investigação Científica; Educação; Gestão; Prevenção e Promoção da Saúde.  Áreas essas que vem sendo sobremaneira demandadas neste contexto mundial pandêmico, onde as muitas incertezas e dificuldades postas vêm acarretando a necessidade e mesmo urgência de maiores cuidados com a saúde mental da população nos diversos âmbitos da vida.

“A primeira formatura do curso de Psicologia encerra alguns significados especiais. Esse é um grupo de profissionais científica e competentemente apto a atuar na atenção em saúde mental, nomeadamente quando esse difícil momento pandêmico em que vivemos demanda, no nosso país, a reafirmação da ciência e a atenção integral e humanizada à saúde. Além disso, encerra, para a UNIFASE, o ciclo de implantação de mais um curso de graduação que, somado aos outros já existentes, reafirma a vocação institucional na formação de profissionais que reúnem as competências técnico-científicas próprias ao exercício da profissão de psicólogo. Inequivocamente, esses são os verdadeiros significados de Educação; tarefa à qual a UNIFASE se dedica com tradição, qualidade e reconhecida excelência ao longo das suas décadas de existência”, destaca Rovena Lopes Paranhos, coordenadora do curso de Psicologia da UNIFASE.

Em março de 2021, a UNIFASE inaugurou o Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) no Ambulatório Escola, em Cascatinha. Funcionando na modalidade ensino-serviço, prepara os estudantes efetivamente de forma prática, permitindo que vivenciem no dia a dia a rotina de um profissional da Psicologia no atendimento à população em diferentes segmentos. Em seus nove primeiros meses de atuação, na área clínica, já realizou 1.821 atendimentos, dos quais 1.361 destinados à população adulta e 460 destinados à população infanto-juvenil.

“O número de atendimentos foi expressivo, mas não acredito que tenha sido alto apenas por conta da pandemia, pois a procura pelos serviços oferecidos no Ambulatório Escola é enorme. A instituição tem um importante papel de atuação no SUS e a comunidade confia na nossa missão de sempre oferecer tratamentos de excelência. No entanto, com o agravamento das condições de vida e de saúde mental das pessoas, devido a esse período de pandemia que ainda estamos vivendo, com várias dificuldades ligadas à necessidade de distanciamento, ameaça constante de adoecimentos e de muitos casos de morte, nossa demanda Inicial era de fato relacionada às causas originadas pela pandemia, mas os tratamentos não se reduzem apenas a esses aspectos. Fico muito satisfeito ao completar esse primeiro ciclo, com a primeira turma da UNIFASE em Psicologia que se forma. O estágio profissional na área clínica realmente é um diferencial na estrutura do currículo que montamos por competências, pois o aluno precisa passar pelo menos pelas três grandes áreas da psicologia que têm maior demanda de contratação no mercado de trabalho: Psicologia Escolar, Psicologia e processos de Gestão Organizacional e do Trabalho e a Psicologia Clínica. Os alunos ainda têm a possibilidade de fazer parte da Promoção e Prevenção em Saúde ou Avaliação Psicológica. Então, oferecemos as principais áreas de contemplação da formação do psicólogo e da prática para o mercado de trabalho, com um excelente retorno da população, que inclusive demanda muito por atendimentos psicoterápicos”, ressalta o professor José Daniel Mendes Barcellos, coordenador do SPA da UNIFASE.

O Serviço de Psicologia Aplicada é um espaço destinado também à prevenção e promoção da saúde, com equipes que atuam com três grupos de atendimentos coletivos, de acordo com as normas especificadas pelo SUS: um grupo de idosos, um grupo de mulheres e um grupo relacionado à prevenção e promoção da saúde mais genérico, formado por pessoas de diferentes níveis sociais. Além disso, o SPA oferece atendimentos individuais e de grupos na área de educação e de gestão, através de parcerias com escolas e instituições da região. Recentemente, o curso lançou sua revista científica semestral, UNIFASE Empírica, que reúne artigos e pesquisas acadêmicas desenvolvidas por professores e alunos, buscando avançar os conhecimentos em várias áreas da Psicologia.

“Na minha opinião, o diferencial do curso está na dinâmica que permite ao aluno se apropriar da teoria e concomitantemente desenvolver habilidades e atitudes através da observação e aplicação dos conhecimentos construídos. Sem dúvidas, esse modo de implementação permite uma formação robusta e afinada à realidade, uma vez que minimiza o distanciamento entre teoria e prática. Inegavelmente, a Psicologia possibilita um amplo leque de atuações e, particularmente, a minha maior inclinação é para a Psicologia Hospitalar com ênfase nos pacientes terminais. Desejo poder desenvolver ainda mais os meus conhecimentos, frisando sempre um fazer humanizado, integral, crítico e ético. Aspectos que foram transmitidos incansavelmente ao decorrer da graduação”, conta Anna Luiza Marques dos Reis, formanda de Psicologia da UNIFASE.

Se você tem o desejo de ingressar no ensino superior e vivenciar experiências semelhantes às que foram relatadas pela egressa de Psicologia, garanta a sua vaga e inicie os estudos já neste primeiro semestre de 2022. A UNIFASE disponibiliza diferentes formas para facilitar o ingresso dos candidatos em seus cursos, oferecendo descontos exclusivos, através de campanhas e convênios. Confira as condições especiais disponíveis para ingressar na graduação e encontre-se no futuro. Outras informações no site:  www.unifase-rj.edu.br  ou pelo WhatsApp: (24) 98865-0693.

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.