O que você precisa saber se pretende cursar a faculdade de medicina?

17 de setembro de 2021
O que você precisa saber se pretende cursar a faculdade de medicina?

Chegou a hora de fazer sua primeira graduação e você decidiu que a faculdade de medicina é seu grande sonho, seu objetivo de vida. Você ainda está com muitas dúvidas sobre o curso, sobre a jornada que você fará do início à conclusão do curso e precisa de mais informações para fazer tudo com segurança e tranquilidade. 

Buscar mais informações e fazer tudo com uma boa bagagem de conhecimento é o que todo candidato a uma graduação precisa, a fim de evitar surpresas no meio do caminho e para estar bem preparado para o que vier. No caso do curso de medicina, esses cuidados precisam ser redobrados.

Realizar a faculdade de medicina é o sonho de milhares de brasileiros  e por isso é considerada uma das mais concorridas nos vestibulares. Por isso, quem decide seguir esta carreira sabe o quanto é necessário se dedicar aos estudos, tanto para entrar no curso, quanto para concluí-lo, ser persistente e resiliente. 

E para fazer valer todo este esforço e dedicação, é essencial escolher a faculdade certa. É importante que ela seja conhecida por sua tradição e excelência, ofereça uma formação de qualidade, humana, que seja inovadora, moderna e tecnológica, ou seja, que tenha as bases onde você pode depositar sua confiança e esforços. 

Por isso fizemos esse artigo com todas as informações necessárias para realizar e concluir seu curso de medicina com sucesso. Entenda mais:

Por que estudar medicina?

Ao escolher uma formação, muitos se perguntam se devem levar em consideração o retorno financeiro ou a satisfação pessoal. O ideal é que haja equilíbrio entre as duas opções, analisando suas expectativas de curto, médio e longo prazo. Se você decidiu fazer a faculdade de medicina, já deve saber exatamente quais objetivos têm em mente. No entanto, se isto ainda não está claro para você, é sempre bom considerar alguns pontos importantes. 

1- Satisfação pessoal

Imagine ser capaz de aliviar a dor de alguém, diminuir seu sofrimento, orientar, acompanhar e ajudar a promover sua cura. Tudo isso aliado à gratidão de um paciente ou familiar  A medicina te oferece diariamente esta possibilidade, o que, com certeza, te trará muita satisfação pessoal.

2- Prestígio e reconhecimento na faculdade de medicina

É considerada uma das carreiras mais nobres e respeitadas em todo o mundo. Ao se tornar um(a)  médico(a) você poderá ajudar pessoas na prevenção e cura de suas doenças, alcançando o reconhecimento delas e da sociedade.

3- Alto nível de empregabilidade

Ao cursar a faculdade de medicina você abre diante de si um vasto campo de possibilidades e uma visão de futuro muito promissora. As áreas e especialidades médicas são muitas e permitem que você escolha aquela que tem mais  a ver com sua vocação. Você pode, por exemplo, se especializar em pediatria, ortopedia, geriatria, dermatologia, oncologia, obstetrícia, e muitas outras. Há muitas oportunidades de crescimento e autorrealização.

4- Autonomia e liberdade

Quando pensamos em faculdade de medicina, imediatamente pensamos em uma rotina de muito estudo e trabalho, com poucos horários para lazer e descanso. Mas depois que passam os períodos de estágios e residência, é possível definir seus próprios horários e dias de trabalho. É uma profissão que, independente de se trabalhar em hospitais, clínicas ou consultórios, permite que você tenha mais flexibilidade, autonomia e liberdade na definição de uma agenda que concilie sua vida pessoal e trabalho.

5- Retorno financeiro garantido após faculdade de medicina

Como em qualquer outra profissão, o retorno financeiro depende do nível de dedicação de cada profissional. No entanto, a medicina é a profissão que paga um dos melhores salários. 

Um profissional competente, dedicado e que sempre está se atualizando, pode alcançar uma vida confortável e tranquila, independente de onde trabalhar. Considerando a autonomia e flexibilidade você pode definir seu retorno financeiro e conseguir lucros maiores e mais adequados às suas necessidades.

Quanto tempo dura o curso?

O curso de medicina é oferecido em tempo integral e tem duração média de seis anos, divididos em três etapas bem específicas. 

#1 Ciclo básico

É realizado nos dois primeiros anos da faculdade e as disciplinas são em sua maioria teóricas. Nesta etapa você passará a  maior parte do tempo em sala de aula e receberá todo o conhecimento teórico necessário para a realização do próximo ciclo.

#2 Ciclo prático

Corresponde ao terceiro e quarto anos do curso. Nesta etapa você estudará disciplinas práticas e começará a ter contato com pacientes em ambulatórios e espaços conveniados com a faculdade, além de ter acesso a resultados de exames e realizar diagnósticos.

#3 Internato

São os dois últimos anos do curso. É como um estágio obrigatório, onde você dará plantões em hospitais e poderá realizar vários procedimentos, como fazer suturas e atender situações de emergência, sempre sob a supervisão de profissionais capacitados e experientes. É a fase mais desafiadora e que exigirá mais dedicação.

O objetivo é permitir que você aprimore os conhecimentos adquiridos nos ciclos anteriores. Por isso, você precisará passar pelas principais áreas de atuação de um(a) médico(a). Entre elas estão:

  • Clínica Médica
  • Cirurgia
  • Ginecologia e Obstetrícia
  • Pediatria
  • Saúde Mental

Quais matérias você estudará na faculdade de medicina?

Você estudará sobre o corpo humano de forma integral e sobre como manter sua saúde. Assim, você conhecerá sua formação, as diversas doenças, transtornos e condições que podem causar seu desequilíbrio e comprometer o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

Para isso você terá acesso a uma grade curricular com disciplinas teóricas e práticas, organizadas dentro de cada ciclo do curso. Dentre as disciplinas teóricas básicas, estão:

  • Anatomia
  • Biologia Molecular e Metabólica
  • Embriologia
  • Epidemiologia
  • Farmacologia
  • Fisiologia e Fisiopatologia
  • Imunologia clínica
  • Histologia
  • Medicina Legal
  • Neuroanatomia
  • Patologia Geral
  • Saúde mental e outras.

E dentre as disciplinas práticas, você estudará:

  • Clínica da criança e do adolescente
  • Clínica ginecológica e obstétrica
  • Clínica médica
  • Ortopedia
  • Oftalmologia
  • Clínica cirúrgica
  • Saúde mental
  • Urgência e emergência e outras.

O que é a residência médica pós a faculdade de medicina?

A residência médica é uma das formas mais comuns para alcançar uma especialização. Ela é como uma pós graduação e tem duração mínima de 2 anos. Este tempo varia de acordo com a especialidade médica escolhida. 

Para fazer uma residência, você precisará passar por um novo processo seletivo que costuma ser muito concorrido. Por isso, é importante começar a se preparar durante a graduação. Na residência, você participará de atividades práticas, assistirá a aulas teóricas e deverá ser aprovado(a) ao final de cada ano.

O valor da bolsa assegurada ao médico residente era de R$3.330,43 por uma carga horária de 60 horas semanais. No entanto, um novo aumento foi proposto e a remuneração pode chegar a R$4.129,73, conforme o cronograma estabelecido para 2021, mas ainda sem data prevista para entrar em vigor.

Principais especializações no Brasil

Atualmente existem 53 especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). As que concentram o maior número de profissionais, são: 

  1. Pediatria
  2. Ginecologia e Obstetrícia
  3. Cirurgia Geral
  4. Clínica Médica
  5. Anestesiologia
  6. Medicina do Trabalho,
  7. Cardiologia
  8. Ortopedia e Traumatologia
  9. Oftalmologia
  10. Radiologia e Diagnóstico por Imagem
  11. Psiquiatria
  12. Dermatologia
  13. Otorrinolaringologia
  14. Cirurgia Plástica
  15. Medicina Intensiva

Quais são os desafios para cursar a faculdade de medicina?

Antes de ingressar na faculdade de medicina, é importante que você esteja ciente de alguns desafios que enfrentará durante e depois do curso.

Um deles é a duração e a complexidade do curso, pois é uma graduação longa e complexa que exigirá muito de você.Quem faz uma faculdade de medicina precisa gostar de estudar. Serão muitas horas dedicadas ao estudo prático e teórico e o conteúdo deve ser assimilado com muita precisão.

O profissional de medicina precisa estar sempre em constante atualização, mesmo depois da conclusão do curso. Você precisará estar sempre atento às novidades da área, o que exigirá leitura constante de publicações especializadas.

Para que você se torne um excelente médico(a), você precisa ter um interesse genuíno por pessoas e suas doenças, desejar ajudá-las a recuperar a saúde e  o bem-estar. Além disso, você deve ter facilidade para se comunicar e para criar proximidade, ou seja, criar uma boa relação com seus pacientes, respeitando suas dores e dificuldades. 

Quanto custa uma boa faculdade de medicina?

O curso de uma faculdade de medicina não se resume ao valor das mensalidades. Além delas, você precisa colocar em seus cálculos outros gastos que terá durante todo o curso. Serão seis anos de dedicação integral. Por isso, colocar tudo na ponta do lápis faz toda a diferença e te ajuda a fazer uma previsão mínima de tudo que precisará investir.

Mensalidades

Atualmente, medicina é a graduação mais cara no Brasil. O investimento a ser feito por cada aluno pode variar de R $8.000 a mais de R $12.000. No entanto, o custo médio fica entre R $8.000 a R $10.000. Esta variação de preços está ligada a vários fatores como localização e à relação entre oferta e procura por vagas.

Como em qualquer outra graduação, as mensalidades podem sofrer reajustes ao longo do curso. Você deve contar com estes reajustes e se preparar para eles a cada ano, pois quanto mais avançada fica a graduação, maior é a carga de estudo e de investimento na formação.

Por que custa tão caro a faculdade de medicina?

Além da localização, oferta e procura, é preciso considerar a complexidade da infraestrutura que um curso de medicina requer para formar profissionais realmente qualificados. 

Ao fazer uma faculdade de medicina, você terá acesso a laboratórios, materiais especiais, bibliotecas e profissionais especializados, com conhecimentos sólidos e que permitirão que você se torne um profissional devidamente capacitado para exercer sua profissão. 

Há outras opções?

Se a mensalidade não se encaixar em seu orçamento, você pode optar pelos programas do governo, como  FIES e ProUni . Informe-se sobre estas condições na instituição onde você pretende prestar o vestibular.

Materiais de estudo

Verifique se a faculdade possui uma biblioteca bem equipada e com materiais de leitura online. Isso é fundamental para diminuir seus gastos com livros e materiais de estudo.

Além de livros, que talvez você não encontre na biblioteca ou precise adquirir, você precisará comprar equipamentos durante o curso. Você precisará investir em estetoscópio (entre 270,00 a R $1.800,00), Esfigmomanômetro (aparelho medidor de pressão), luvas, jaleco, oxímetro e outros.

O que considerar para mudar de cidade e estudar medicina?

Este é um fator que pode alterar, e muito, o custo de sua faculdade. Dependendo de onde ela está localizada, seus gastos com aluguel, moradia, transporte e entretenimento serão diferentes. 

Estudar em capitais pode ser mais caro do que em cidades do interior. Por isso, analise os preços de aluguéis e o custo de vida em geral da  cidade para a qual você pretende se mudar. Você precisa calcular, por exemplo, quanto custa o aluguel de um apartamento, seja ele individual, compartilhado ou se você ficará em uma república. Existem grupos em redes sociais para reunir pessoas que precisam solucionar este tipo de problema.

Calcule todos estes gastos e some aos gastos com mensalidades e materiais de estudo. Assim, você terá um valor aproximado do custo final.

Como passar em medicina?

Você já sabe que precisará estudar por muitas horas para conseguir sua aprovação no vestibular para medicina. No entanto, isso precisa ser feito com muita informação, método e organização. Então, siga estas dicas e facilite sua aprovação. 

Informe-se! Leia o edital da faculdade de medicina

Todas as informações que você precisa obter estão publicadas nele. Ele é como um manual que te orientará sobre:

  • documentação necessária para inscrição
  • exigências, observações e regras para realização das provas.
  • como funciona o processo avaliativo
  • quais são os critérios de eliminação
  • quais áreas de conhecimentos serão exigidas na prova e o peso de cada uma.

Organize-se! Crie um cronograma

Aqui está uma das chaves para o sucesso nos vestibulares. Por isso, verifique no edital quais áreas de conhecimento precisará estudar e crie um documento, como uma planilha, onde você definirá dias, horários e tempo para o estudo de cada área. Considere, por exemplo, o peso de cada uma,revisões periódicas e realização de provas para testar seus conhecimentos.

Divida as áreas por tópicos e veja que entre elas há ramificações que permitirão que você se aprofunde mais em cada uma, com mais qualidade e sem se esquecer de nada.

Pesquise por provas antigas e insira em seu cronograma de estudos dias e horários para realizá-las. Faça também revisões diárias rápidas do que foi visto no dia anterior. Ao perceber a cada dia o quanto você já absorveu, sua motivação aumentará e sua assimilação também. 

Em seu cronograma, reserve um espaço para a construção de redações. Geralmente ela tem um peso muito grande na nota final e por isso é preciso dar uma boa atenção a ela. Estude técnicas de composição de textos, gramática, ortografia e sobre o gênero dissertativo-argumentativo.  

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31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.