Pesquisadores alertam sobre as baixas coberturas vacinais

14 de setembro de 2020
Pesquisadores alertam sobre as baixas coberturas vacinais

Por Alessandra Sauan do Espírito Santo Cardoso, enfermeira e professora da UNIFASE.

Daqui a três anos o Programa Nacional de Imunizações (PNI) irá completar meio século. Diante a grandes vitórias, de controle e erradicação de doenças imunopreveníveis, uma preocupação paira sobre vários profissionais, gestores e pesquisadores da área da saúde: a queda das coberturas vacinais em meio à pandemia do COVID-19.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já demonstrava sua preocupação, com as baixas coberturas vacinais, bem antes do estado de emergência mundial de Saúde Pública provocada pelos casos de SARSCoV-2. Em 2019 a OPAS iniciou uma pesquisa em vários países das Américas para avaliar os motivos correlacionados a baixa cobertura vacinal, sendo que, com o estado de pandemia foi acrescentado este elemento a pesquisa. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) convidou, em junho deste ano, a representante da OPAS para apresentar alguns resultados desta pesquisa em uma webconferência (Boas Práticas em Imunizações em tempos de pandemia), mantendo a gravação do evento disponível para consulta.

Sendo assim, no Brasil, alguns fatores tiveram destaque pela OPAS para esta discussão, como a mudança que ocorreu nos últimos anos em relação aos sistemas de informação do PNI. Com o intuito de aprimorar os sistemas de informação e qualificar as equipes de saúde, principalmente da atenção básica, novos sistemas de coleta de dados foram instituídos. Os sistemas evoluíram de coleta de dados agregados para coleta de dados nominal, ou seja, do registro da dose administrada, para o registro por indivíduo vacinado (sistemas: SI-API, APIWEB, SI-PNI, E-SUS). Contudo, de certa forma essa mudança repercutiu na avaliação das coberturas vacinais.

Dentre outros motivos apresentados, a pesquisa da OPAS indicou o desabastecimento momentâneo de algumas vacinas, as Fake News e os movimentos antivacinas. Com relação a pandemia do COVID-19, o estudo verificou o medo de infecção pelo coronavírus, a redução dos profissionais de saúde nas unidades e a dificuldade de deslocamento para as salas de vacinação devido as medidas restritivas de mobilidade urbana.

Além da pesquisa da OPAS, outros estudos também foram instituídos no Brasil, visando à compreensão da queda da cobertura vacinal em associação ao período pandêmico. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) realizaram um levantamento com médicos de vários estados do país, e destacaram que crianças não estão sendo vacinadas, bem como gestantes estão adiando consultas e exames por medo da contaminação pelo COVID-19. O levantamento nacional foi realizado no período de julho e agosto deste ano, por via eletrônica com pediatras e obstetras.

Os resultados, desta pesquisa da SBP e Febrasgo, convergem com a pesquisa da OPAS em relação ao medo das famílias de contaminação ou infecção pelo COVID-19 ao buscar as unidades de saúde para a atualização do cartão de vacinação. Os médicos pesquisados também relataram a redução das consultas presenciais, em contrapartida a um aumento dos atendimentos pelo telefone, aplicativos de mensagens e outras formas de comunicação a distância. As gestantes não estão realizando as consultas de pré-natal e seus exames de rotina, bem como não estão seguindo as indicações de atualização de vacinas. A falta de informação, quanto aos riscos da não vacinação, também foi um fator relatado pelos médicos, pois as doenças que foram controladas e eliminadas através das estratégias de vacinação podem retornar caso o cenário de baixas taxas de cobertura vacinal não seja revertido.

Os estudos ajudam na compreensão e no entendimento da realidade, e revelam que para a maioria da população, ainda não está claro o risco iminente de retorno de doenças graves, com prognóstico de sequelas a serem enfrentadas. Sarampo, meningite, coqueluche, difteria, tétano, poliomielite, dentre outras doenças imunopreveníveis precisam ser evitadas. E, a melhor estratégia é através da atualização do cartão de vacinas. O alerta deve ser para todos os familiares, responsáveis por crianças e adolescentes, profissionais da saúde, professores, enfim, toda a sociedade.

 

16 de janeiro de 2026
Faltam poucos dias para o encerramento das inscrições para o processo seletivo de transferência externa para o curso de Medicina do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP). Os estudantes interessados em mudar de instituição têm até 19 de janeiro para se candidatar às vagas, com ingresso previsto para o primeiro semestre de 2026. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da instituição: https://www.unifase-rj.edu.br/transferencia#TransferenciaMedicina . Após a análise da documentação e da situação acadêmica dos candidatos, o resultado será divulgado em 4 de fevereiro. Com quase 60 anos de história, o curso já formou mais de 5 mil médicos em todo o país. Em 2025, o curso recebeu oficialmente a certificação internacional de qualidade do SAEME, concedida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Entre os 494 cursos de Medicina do Brasil, apenas 57 possuem essa acreditação. No estado do Rio de Janeiro, somente três instituições alcançaram esse nível de excelência. Localizada em um campus parque no centro histórico de Petrópolis, a UNIFASE/FMP adota metodologias ativas de ensino e prioriza a prática desde o primeiro período, integrando cenários reais e simulados. A infraestrutura inclui o Centro de Inovação, Pesquisa e Atualização Cirúrgica (CIPAC), o Laboratório de Medicina Regenerativa, o Laboratório Morfofuncional com peças plastinadas e a Mesa de Anatomia Digital. Os estudantes contam ainda com um hospital de ensino conveniado, credenciado pelo MEC e pelo Ministério da Saúde, além de um ambulatório-escola próprio, com mais de 100 mil pacientes cadastrados, e cinco equipes de Saúde da Família geridas diretamente pela instituição, ampliando as oportunidades de prática e estágio.  A instituição mantém parcerias com centros de pesquisa e universidades de excelência no Brasil e no exterior, como Fiocruz, LNCC, Universidad del Desarrollo (Chile), Universidad Nacional de Quilmes (Argentina), universidades da Espanha e a Universidade do Minho (Portugal), fortalecendo o intercâmbio acadêmico e a produção científica.
15 de janeiro de 2026
UNIFASE/FMP oferece dois cursos de Libras, nas modalidades de Aperfeiçoamento e Extensão
14 de janeiro de 2026
A ciência, a cultura e a informação ganham espaço na programação da TV UNIFASE, emissora universitária que vem se consolidando como um canal de difusão do conhecimento para além dos muros acadêmicos. No ar desde 2013, a TV que aposta em conteúdos educativos, culturais e informativos, com linguagem acessível e conectada ao cotidiano da sociedade, passa a estar disponível também de forma online no site da instituição. Com o slogan “Conhecimento que inspira”, a TV UNIFASE apresenta uma grade diversificada, que promove debates qualificados, valoriza a produção cultural e aproxima a comunidade de temas relevantes do cenário local, nacional e global. A proposta é transformar o conhecimento em conteúdo acessível, estimulando a reflexão crítica e a formação cidadã. Entre os destaques da programação está o Em Questão, programa semanal que reúne especialistas para discutir, de forma clara e aprofundada, assuntos que impactam o Brasil e o mundo, incentivando o pluralismo de ideias. Já o Arte & Cultura valoriza a diversidade artística brasileira em formato documental, dando voz aos próprios artistas e abrindo espaço para música, dança, grafite, literatura e outras expressões, com atenção especial à produção cultural de Petrópolis e região. O interprograma Como Vai Você? traz depoimentos curtos de egressos da UNIFASE, que compartilham suas trajetórias profissionais e ressaltam a importância da formação universitária em suas carreiras. No Conexão UNIFASE, o público conhece projetos, pesquisas e ações desenvolvidas por alunos e profissionais da UNIFASE/FMP, evidenciando iniciativas de impacto social. Já o Ligado na UNIFASE acompanha eventos, inaugurações e novidades do campus, mostrando os bastidores da vida institucional. A emissora também mantém parcerias com instituições de referência, como Fiocruz, Organização das Nações Unidas (ONU) e TV UFMA, ampliando a diversidade e a relevância dos conteúdos exibidos. A TV UNIFASE pode ser acompanhada pelo YouTube, no canal 23.4 da Tech Cable, e também de forma online pelo site da UNIFASE, garantindo amplo acesso à comunidade. Onde assistir A TV UNIFASE pode ser acompanhada de diferentes formas, garantindo acesso amplo ao público: YouTube: https://www.youtube.com/UNIFASE Canal 23.4 d a Tech Cable Online pelo site da UNIFASE: https://www.unifase-rj.edu.br/aconteceu-na-unifase#TVUNIFASE