Plantas medicinais e seus benefícios para o corpo

10 de setembro de 2020
Plantas medicinais e seus benefícios para o corpo

Por Felipe Cardoso, doutor em Ciências Nutricionais (UFRJ), com especialização em Fitoterapia (FGF) e professor da UNIFASE.

Hoje vim falar um pouco, aqui, sobre algumas plantas medicinais e seus benefícios. Sabemos que nosso corpo necessita de nutrientes, mas muitos compostos bioativos ajudam, também, na saúde das nossas células, tecidos, órgãos e sistemas.

O dente-de-leão, por exemplo, pode auxiliar na eliminação de líquidos, para quem tem retenção. Um cuidado deve ser tomado por pessoas com problemas renais. Essas plantas são fontes de potássio e algumas pessoas têm restrições, dependendo do tratamento. Cuidado, também, para pessoas com alguma obstrução intestinal ou que tenha cálculo na vesícula biliar, pois existe contraindicação, nesses casos. Para quem se interessar em obter seus benefícios, deve usar entre 3 e 4 xícaras de chá (150 mL) por dia e a preparação deve ser com 3 colheres de chá da planta inteira seca, para 150 mL de água. A planta inteira deve ser fervida junto com a água (3 – 5 minutos de fervura por decocção) e, logo após, deixada em contato por 15 minutos, antes de ingerir.

A espinheira-santa pode ajudar na gastrite. Essa planta possui taninos (compostos bioativos) com essa ação. Uma atenção deve ser dada para o consumo excessivo. Essa planta, com grande quantidade de taninos, pode atrapalhar a digestão e o aproveitamento de alguns nutrientes, ou seja, ao invés de ajudar pode atrapalhar. Para quem tiver interesse, ela deve ser preparada por infusão (abafamento por 15 minutos). As folhas secas da planta (2 colheres de chá) já devem estar na xícara (vidro ou porcelana) e a água fervida (150 mL) deve ser colocada em contato, na xícara, posteriormente. Recomenda-se usar umas 3 xícaras de chá (150 mL) ao dia, para obter os benefícios. Não recomendamos o uso dessa planta por crianças menores de 6 anos, gestantes até o terceiro mês e durante o período de amamentação.

Muitas pessoas pedem dicas de plantas para gases. A minha dica é a hortelã-pimenta. As folhas e parte das flores (3 colheres de café) podem ser utilizadas e ajudam muito nesses casos. A técnica é a infusão (citada acima) e deve-se utilizar entre 2 e 4 xícaras de chá (cada xícara com 150 mL) ao dia. As mesmas contraindicações colocadas acima, para espinheira-santa devem ser consideradas aqui.

A alcachofra é sempre solicitada, também. Essa planta ajuda, principalmente, para quem tem dislipidemia e gordura no fígado. Seu ácido clorogênico age na vesícula biliar, estimulando sua contração e maior saída da bile para o intestino. Com isso, estimula a formação de mais bile. Nesse processo, o corpo usa gordura do fígado, para sintetizar mais conteúdo da bile, e as lipoproteínas do sangue (por exemplo a LDL – conhecida como colesterol “ruim”) tendem ao equilíbrio, assim como as gorduras que poderiam se acumular no próprio fígado. O preparo dessa planta também é por infusão (já descrita acima), com 1 colher de sobremesa, para 1 xícara de chá (150 mL). A recomendação são 3 xícaras de chá ao dia. Cuidado deve ser tomado por pessoas que têm cálculos biliares e doenças do fígado.

O alho também pode auxiliar quando existir  aumento do colesterol no sangue. Não somente como alimento, mas como planta medicinal, também. A técnica de preparo é a grande diferença. Aqui, usa-se um recipiente para amassar (macerar) 1 colher de café para um cálice de água (30 mL). Devemos deixar o alho macerado com a água, durante 1 hora, e ingerir 2 cálices (total de 60 mL) por dia, antes das principais refeições (geralmente almoço e jantar; 30 mL antes de cada).

O tempo de tratamento para cada planta, mencionada acima, para obtenção dos benefícios, pode variar entre as pessoas. O importante é observar os sinais, sintomas e exames laboratoriais. Para isso, seria interessante um nutricionista ou médico acompanhando. Existem algumas possíveis interações com medicamentos sintéticos, alimentos, suplementos alimentares, que podem influenciar nos efeitos dessas plantas.

Todas essas plantas, citadas acima, podem ser facilmente encontradas como drogas vegetais (plantas medicinais secas), empacotadas e acessíveis, no comércio.

21 de julho de 2026
O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (UNIFASE) deu mais um passo em sua estratégia de internacionalização com a assinatura de um convênio institucional com a Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra (PUCMM), da República Dominicana. A parceria fortalece a cooperação acadêmica entre as duas instituições e consolida uma nova etapa da Especialização em Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial oferecida pela PUCMM. A cooperação acadêmica entre a UNIFASE e a universidade dominicana já vinha sendo construída na pós-graduação em Odontologia e resultou na implantação da primeira turma da especialização em DTM e Dor Orofacial na República Dominicana. Agora, com a formalização de um novo convênio institucional, a segunda turma do curso será oferecida com dupla certificação , emitida pela PUCMM e pela UNIFASE. Com início previsto para setembro, o curso será realizado majoritariamente no campus da PUCMM, em Santiago de los Caballeros, com aulas ministradas, em sua maioria, por docentes da UNIFASE. Ao longo dos 6 meses de formação, os estudantes também terão imersão em Cadaver Lab , no campus da UNIFASE, em Petrópolis, no Centro de Inovação, Pesquisa e Atualização Cirúrgica (CIPAC), referência em treinamentos na América Latina. A atividade prática integra a proposta acadêmica do curso e amplia a formação clínica dos participantes em infraestrutura especializada. "Esta parceria é resultado de uma relação acadêmica construída ao longo de muitos anos, baseada na confiança, na troca de conhecimento e no compromisso com a excelência na formação. A formalização do convênio representa um novo momento dessa trajetória, ampliando as oportunidades de cooperação entre as instituições e oferecendo aos estudantes uma experiência internacional ainda mais completa, com dupla certificação e uma formação desenvolvida por docentes das duas universidades”, comenta Prof. Dr. Ricardo Tesch , Pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UNIFASE. A parceria com a PUCMM integra a estratégia de internacionalização da UNIFASE, voltada à construção de redes de cooperação que conectam ensino, pesquisa, inovação e formação profissional em âmbito global. Mais do que ampliar fronteiras geográficas, a iniciativa reforça o compromisso institucional de ampliar oportunidades para estudantes e docentes por meio de experiências acadêmicas internacionais, projetos colaborativos e parcerias com instituições de referência em diferentes países. Para a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves,o convênio representa mais do que uma parceria entre instituições: é o fortalecimento de uma colaboração acadêmica construída ao longo dos anos. "A internacionalização abre uma janela de conexões. Ela integra ensino, pesquisa, extensão e inovação em uma perspectiva multicultural, criando oportunidades para estudantes, docentes e pesquisadores ampliarem suas experiências e sua visão de mundo. Ao mesmo tempo em que aprendemos com outras instituições e culturas, também compartilhamos o conhecimento, a ciência e a capacidade de inovação que desenvolvemos na UNIFASE. É uma estratégia que transforma experiências em desenvolvimento para a sociedade".  Conheça outras ações e parcerias internacionais desenvolvidas pela UNIFASE em unifase-rj.edu.br/internacionalizacao .
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