Psicanalista orienta como viver o período de quarentena para evitar crises de ansiedade e quadros depressivos

15 de abril de 2020
Psicanalista orienta como viver o período de quarentena para evitar crises de ansiedade e quadros depressivos

Neste período de quarentena muitos se perguntam: como será o futuro? Terei emprego após esse vírus ser finalmente vencido? Os cientistas encontrarão a cura nos próximos dias ou ainda vai demorar? São tantos questionamentos e tantas incertezas. A vida mudou, a rotina de antes parece estar num passado muito distante. Afinal, não é comum permanecer apenas dentro de casa por dias, sem contato presencial com amigos e familiares.

Diante dessas condições, muitas pessoas começam a ter crises de ansiedade, podendo entrar em um quadro clínico de depressão. As mudanças em si já causam desconforto na maioria dos indivíduos, mas nesse período em que é questão de sobrevivência ficar em casa, o medo e as inseguranças se tornam grandes vilões. 

“É importante que as pessoas entendam que n ada é para sempre: alegria, tristeza, felicidade, infelicidade, relacionamentos profissionais, sociais, políticos, epidemias, pandemias, guerras, paixões, enfim, nada. Essa pandemia vai passar, a peste negra passou, as duas grandes guerras passaram e a humanidade permanece viva. Podemos aproveitar esse momento em casa para refletir e admirar a beleza da nossa existência, exercitando a solidariedade”, frisa Virgínia Ferreira, psicanalista e coordenadora da Pós-graduação em Psicologia Clínica com Ênfase nas Perspectivas Breves da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase). 

Uma valiosa orientação é para que as pessoas não fiquem paradas em suas casas, sem terem uma real ocupação. Boas dicas são fazer pequenos reparos que não conseguem por conta da correria no dia a dia, fazer aquela arrumação no armário, retirando as peças de roupas que já não são usadas e aproveitar para doar a quem precisa, ler aquele livro que há tempos está na fila de espera por um tempo livre, assistir bons filmes, séries e realizar atividades em família.

“Para que as pessoas não fiquem deprimidas é essencial que se mantenham ativas em casa. Evitar assistir aos noticiários o tempo todo, não ficar com a mente focada apenas para essa questão da pandemia, pois nessas condições muitos ficam em estado real de medo pelo simples fato de colocar em evidência a nossa fragilidade humana. Sabemos que somos mortais, mas não nos agrada pensar nisso, estamos sempre negando pensar na morte. E é claro, a ideia de morrer ou de perder um ente querido com essa pandemia nos apavora”, destaca a psicanalista. 

Para evitar esse desgaste psicológico, existem muitas estratégias. Além das já citadas, que tal aproveitar esse período para também dar atenção aos pequenos detalhes da vida, traçar novos projetos, conversar com seus amigos e familiares, ainda que seja através das redes sociais, brincar com os filhos, cantar, dançar, enfim, fazer com a família coisas que numa rotina normal reclamamos que não há tempo para fazer? 

“Nossa finitude é tão óbvia que, se mostra na decadência e na falência do nosso corpo. Por mais que a tecnologia e a ciência tenham evoluído, ainda não criaram uma pílula ou uma técnica que livre o sujeito de seu mais cruel pesadelo: a morte. Apesar disso, do que adianta ficar sofrendo por antecedência? Podemos morrer em instantes ou ter mais 20, 40, 60 ou 80 anos pela frente. Então, dedicar a existência a brigar contra o fim a que todo ser humano está fadado, é perda de tempo, é desgastante, é uma luta desigual. As pessoas precisam ter consciência da finitude da vida, mas essa consciência não pode impedi-las de viver, de serem felizes, de buscarem seus objetivos etc. Então, aproveite esse momento de quarentena da melhor forma possível, não apenas por você, mas por todos que te amam”, finaliza a psicanalista. 

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Abril é marcado por iniciativas de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reunidas na campanha Abril Azul, que busca ampliar o acesso à informação e promover uma sociedade mais inclusiva. Nesse contexto, a UNIFASE participará de uma ação especial no Shopping Pátio Petrópolis, no dia 25 de abril, às 15h, reforçando seu compromisso com a promoção da saúde e o diálogo com a comunidade. A iniciativa tem como objetivo aproximar o público de temas relevantes sobre o autismo, oferecendo acolhimento às famílias e levando informação de qualidade a um espaço de grande circulação. A programação contará com uma roda de conversa com o tema “Qualidade de vida e Autismo: construindo uma rotina mais leve em família”. O encontro será conduzido pelas professoras da UNIFASE, a médica neurologista Carla Gikovate e pela nutricionista Juliana Schaefer, que irão promover um bate-papo acessível e informativo com o público presente. Durante a atividade, serão discutidas estratégias práticas de cuidado, abordando desafios do cotidiano e caminhos para promover mais equilíbrio na rotina de pessoas no espectro autista e de suas famílias. A proposta é criar um espaço de escuta, orientação e troca de experiências, contribuindo para uma abordagem mais empática e inclusiva sobre o tema. Ambulatório Escola da UNIFASE é referência no atendimento a pessoas com autismo na região O Ambulatório Escola (AMBE) da UNIFASE é um importante espaço de cuidado e formação, reunindo diferentes especialidades e contribuindo para o fortalecimento da rede pública de saúde em Petrópolis. O atendimento é realizado por profissionais qualificados, com a participação de alunos da graduação e da residência, integrando ensino e prática, desde 1998. Os serviços são credenciados ao SUS e também oferecidos à comunidade a preço popular ou convênios. Saiba mais: https://www.unifase-rj.edu.br/ambulatorio-escola-ambe  Entre os destaques estão os ambulatórios de Neurodesenvolvimento, voltado para a avaliação diagnóstica e acompanhamento de pessoas com autismo, e de Terapia Alimentar, direcionado ao manejo de dificuldades alimentares, como a seletividade, frequentemente associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O acesso a esses serviços ocorre por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), via regulação municipal.
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