Nova especialização em Estomaterapia prepara profissionais para um mercado em expansão

21 de outubro de 2025
Nova especialização em Estomaterapia prepara profissionais para um mercado em expansão

Com aulas presenciais e online, o curso da UNIFASE/FMP aposta em inovação e prática clínica para capacitar enfermeiros

Pode até soar como um termo diferente, mas a estomaterapia é uma especialidade da enfermagem cada vez mais necessária na área da saúde. Voltada ao cuidado de pessoas com estomias, feridas e incontinências, ela une ciência, tecnologia e sensibilidade humana.


De olho nessa crescente demanda por profissionais qualificados, a UNIFASE/FMP vai lançar em março de 2026, a Pós-graduação Lato Sensu em Estomaterapia. O curso é voltado para enfermeiros e tem formato semipresencial. As aulas são quinzenais aos sábados, sendo realizadas em unidades parceiras de referência e no campus Barão, que fica na Avenida Barão do Rio Branco, 1.003.


O curso conta com um corpo docente formado por mestres, doutores e profissionais renomados. A proposta alia o uso de tecnologias inovadoras no cuidado e uma formação voltada à prática clínica e à humanização. Além de ser uma área com alta empregabilidade, oferece ao profissional a possibilidade de impacto direto na vida dos pacientes, ajudando na recuperação física e emocional.


“O impacto é muito significativo. Conseguimos direcionar o paciente para uma terapêutica mais personalizada e realmente efetiva. No entanto, para alcançar bons resultados, é essencial considerar os fatores que influenciam diretamente esse processo, como os determinantes sociais de saúde. Nosso objetivo é adaptar o plano terapêutico à realidade de cada pessoa, tornando-o viável e acessível. Além disso, buscamos sempre esclarecer dúvidas e orientar o paciente, para que ele se sinta parte ativa do próprio processo de recuperação”, explica a coordenadora do curso Daniela de Mello Pessôa, mestre em Ciências com foco em Biotecnologia e especialista em Estomaterapia.


A estomaterapia é um campo em plena ascensão no Brasil e no mundo. Com o envelhecimento populacional e o aumento de doenças crônicas, cresce a necessidade de enfermeiros capacitados para atuar nesse segmento, garantindo qualidade de vida e acolhimento aos pacientes.


“Tudo começa quando passamos a enxergar o paciente além da sua condição de doença. Por trás de cada diagnóstico, existem fatores que influenciam diretamente o seu estado de saúde. Quanto mais o profissional conhece a pessoa que está cuidando — sua história, suas dificuldades e o contexto em que vive —, mais consegue intervir nas causas e nas barreiras que afetam o tratamento. É nesse processo que o cuidado se constrói de forma compartilhada. Quando o paciente entende sua condição, reconhece seu papel e se torna protagonista da própria saúde, ele se torna mais aberto à mudança — e passa a cuidar mais de si. É aí que o cuidado se humaniza: quando temos gente cuidando de gente, e não apenas tratando doenças”, completa Daniela.



As inscrições para a Pós-graduação Lato Sensu em Estomaterapia já estão abertas e podem ser realizadas em: www.unifase-rj.edu.br/posgraduacao/estomaterapia


4 de junho de 2026
Mais de 70% dos brasileiros já tomaram medicamentos por conta própria. Entenda os perigos dessa prática e saiba quando procurar ajuda profissional. Dor de cabeça, febre, mal-estar ou uma simples indisposição. Diante desses sintomas, muitas pessoas recorrem imediatamente ao remédio mais próximo, sem orientação médica ou farmacêutica. O que parece uma solução rápida, porém, pode esconder riscos importantes para a saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros admitem praticar automedicação. Em muitos casos, o hábito faz parte da rotina semanal — ou até diária. O problema é que o uso inadequado de medicamentos pode causar intoxicações, mascarar doenças graves, provocar reações adversas e até contribuir para o aumento da resistência bacteriana. Mas afinal, quando a automedicação se torna perigosa? O que é automedicação? A automedicação acontece quando uma pessoa utiliza medicamentos por conta própria, sem avaliação de um profissional de saúde. Isso inclui: Tomar remédios por indicação de amigos ou familiares; Utilizar prescrições antigas; Alterar doses recomendadas pelo médico; Interromper tratamentos antes do prazo indicado; Fazer uso de suplementos, vitaminas ou fitoterápicos sem orientação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita, isso não significa que sejam totalmente seguros. Quais são os medicamentos mais usados sem orientação? Entre os medicamentos mais utilizados na automedicação estão: Paracetamol; Dipirona; Ibuprofeno; Diclofenaco; Antiácidos. Por serem facilmente encontrados em farmácias, muitas pessoas acreditam que seu uso não oferece riscos. No entanto, o cenário é diferente. O paracetamol, por exemplo, pode causar lesões hepáticas quando utilizado de forma inadequada. Já os anti-inflamatórios estão associados a danos renais e podem reduzir a eficácia de medicamentos usados no tratamento da hipertensão arterial. A internet está aumentando os casos de automedicação? Sim. Com o crescimento das redes sociais, sites de saúde e ferramentas de inteligência artificial, tornou-se cada vez mais comum que pessoas tentem diagnosticar seus próprios sintomas. O problema é que um sintoma isolado raramente é suficiente para definir uma doença. Uma dor de cabeça pode estar relacionada a estresse, alterações hormonais, problemas neurológicos ou diversas outras condições. Sem avaliação clínica adequada, existe o risco de utilizar o medicamento errado e retardar o diagnóstico correto. Os riscos da automedicação vão muito além dos efeitos colaterais Um dos principais perigos é o chamado mascaramento de sintomas. Quando uma pessoa utiliza medicamentos apenas para aliviar sinais como dor ou febre, pode acabar escondendo manifestações importantes de doenças mais graves. Imagine alguém que toma analgésicos diariamente para controlar dores de cabeça frequentes. O sintoma desaparece temporariamente, mas a causa permanece sem investigação. Além disso, o uso inadequado pode provocar: Intoxicações medicamentosas; Reações alérgicas; Lesões no fígado; Danos aos rins; Interações medicamentosas perigosas; Falha terapêutica; Agravamento de doenças preexistentes. Crianças e idosos exigem atenção redobrada Os extremos da vida são especialmente vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. Nas crianças, os sistemas responsáveis pelo processamento dos fármacos ainda estão em desenvolvimento. Já nos idosos, fígado e rins podem apresentar funcionamento reduzido, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, muitos idosos utilizam vários medicamentos simultaneamente, o que favorece interações medicamentosas potencialmente perigosas. Resistência bacteriana: um problema global O uso inadequado de antibióticos é uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Quando uma pessoa utiliza antibióticos sem necessidade, interrompe o tratamento antes do prazo ou faz uso incorreto da medicação, contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes. Esses microrganismos tornam-se mais difíceis de combater, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis. É por isso que antibióticos devem ser utilizados exclusivamente sob orientação profissional. Suplementos e vitaminas também exigem cuidados Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não apresentam riscos. Mas essa ideia está longe da realidade. Vitaminas, suplementos alimentares, fitoterápicos e até chás medicinais contêm substâncias capazes de alterar o funcionamento do organismo. Quando utilizados sem necessidade ou em excesso, podem provocar intoxicações e interagir com medicamentos de uso contínuo. E as famosas canetas para emagrecer? A popularização das chamadas "canetas emagrecedoras" trouxe um novo desafio. Embora alguns desses medicamentos apresentem benefícios comprovados para determinados pacientes, seu uso deve ocorrer sob acompanhamento profissional. Existem contraindicações, ajustes de dose e avaliações clínicas que precisam ser realizados antes do início do tratamento. Utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos, sem orientação adequada, pode representar riscos importantes à saúde. Como identificar uma possível reação adversa? Alguns sinais podem indicar que um medicamento está causando efeitos indesejados: Náuseas; Vômitos; Dor abdominal; Coceira; Manchas na pele; Urticária; Mal-estar inesperado; Reações alérgicas. Ao perceber qualquer um desses sintomas após iniciar um medicamento, o ideal é procurar atendimento médico e informar todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos e fitoterápicos. Como manter uma farmácia doméstica segura? Ter medicamentos básicos em casa pode ser útil, mas alguns cuidados são fundamentais: Verifique regularmente a validade: Medicamentos vencidos podem perder eficácia e aumentar riscos à saúde. Armazene corretamente: Evite guardar remédios em locais com calor, umidade ou variações de temperatura, como cozinhas e banheiros. Faça o descarte adequado: Medicamentos não devem ser descartados no lixo comum nem no vaso sanitário. Muitas farmácias oferecem pontos de coleta específicos para descarte seguro. Quando é seguro tomar um medicamento por conta própria? Situações pontuais, como uma dor de cabeça ocasional, podem ser manejadas com medicamentos de venda livre, desde que respeitadas as orientações da bula. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, persistentes ou intensos, é fundamental investigar a causa. Medicamentos aliviam sintomas, mas nem sempre resolvem o problema que está por trás deles. A melhor escolha continua sendo a orientação profissional A automedicação pode parecer inofensiva, mas seus impactos vão muito além do alívio imediato dos sintomas. Buscar orientação médica ou farmacêutica é a forma mais segura de garantir tratamentos eficazes, evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo. Antes de tomar qualquer medicamento, lembre-se: informação de qualidade e acompanhamento profissional fazem toda a diferença. QUER SABER MAIS? CONFIRA A ENTREVISTA DA PROFESSORA DA UNIFASE E FARMACÊUTICA PRISCILA FEIJÓ: https://www.youtube.com/watch?v=uoF3mW0VdNk
3 de junho de 2026
Projeto desenvolvido no Quilombo Boa Esperança foi um dos seis melhores trabalhos apresentados no II Congresso da Rede Internacional de Extensão Universitária
3 de junho de 2026
O curso de Medicina da UNIFASE/FMP realizou, no mês de maio, a Aula Magna da graduação, reunindo estudantes e professores para uma reflexão sobre a prática médica fundamentada na ciência e no pensamento crítico. Com o tema “Medicina Baseada em Evidências: como pensar criticamente desde o primeiro dia”, a aula foi ministrada pelo médico Luis Eduardo Fontes, mestre e doutor em Saúde Baseada em Evidências pela Unifesp e pela Universidade de Oxford. A proposta do encontro foi estimular estudantes e profissionais da área da saúde a refletirem sobre a importância da análise crítica e da tomada de decisões clínicas fundamentadas em evidências científicas desde o início da formação acadêmica.  Além de professor titular da disciplina de Urgência e Emergência da UNIFASE/FMP, Luis Eduardo Fontes é coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde Baseada em Evidências da instituição, pesquisador associado sênior do Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford, diretor do Centro Afiliado Cochrane Brasil Rio de Janeiro e cofundador da Oxford-Brazil EBM Alliance.