Libras no cotidiano: comunicação que inclui, aproxima e transforma a sociedade

15 de janeiro de 2026
Libras no cotidiano: comunicação que inclui, aproxima e transforma a sociedade

UNIFASE/FMP oferece dois cursos de Libras, nas modalidades de Aperfeiçoamento e Extensão

Em um país onde cerca de 10 milhões de pessoas vivem com algum grau de deficiência auditiva, o equivalente a aproximadamente 5% da população brasileira, segundo dados do IBGE, falar sobre inclusão é imprescindível. A comunicação é um direito fundamental e, nesse contexto, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) desempenha um papel decisivo para garantir cidadania, autonomia e participação social às pessoas surdas.


Essa realidade também se reflete em âmbito local. Em Petrópolis, aproximadamente 14 mil pessoas se declararam surdas ou com deficiência auditiva, de acordo com o último censo do IBGE. Para esse público, a Libras é essencial no acesso à educação, aos serviços de saúde, ao mercado de trabalho e às relações sociais.


“A inclusão das pessoas surdas na sociedade é uma necessidade urgente, especialmente na área da saúde, onde a comunicação pode impactar diretamente a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. Quando contamos com profissionais que dominam a Língua Brasileira de Sinais, garantimos um atendimento mais humano, equitativo e respeitoso, evitando situações em que pessoas surdas não conseguem expressar suas dores, dúvidas ou necessidades. Acredito profundamente que iniciativas como a formação em Libras promovem transformações reais: contribuem para uma sociedade mais justa e, ao mesmo tempo, ampliam a visão de mundo de quem aprende, tornando as pessoas mais conscientes, sensíveis e comprometidas com a inclusão” explicou Clévia Sies, professora de Libras da UNIFASE/FMP.


A importância da Libras torna-se ainda mais evidente diante de dados da Federação Mundial dos Surdos (WFD), que indicam que 80% das pessoas surdas no mundo enfrentam dificuldades para compreender as línguas escritas. Sensível a essa realidade e comprometida com a promoção da inclusão, a UNIFASE/FMP está com inscrições abertas para dois cursos de Libras, nas modalidades de Aperfeiçoamento e Extensão.


O curso de Aperfeiçoamento “Libras: Acessibilidade e Inclusão” é voltado para graduados de todas as áreas e tem como objetivo capacitar profissionais em nível intermediário da língua, fortalecendo práticas inclusivas especialmente no campo educacional. Com duração de 10 meses, totalizando 180 horas, o curso é oferecido na modalidade semipresencial, com aulas presenciais quinzenais, às segundas-feiras, das 18h às 20h, no Campus Barão, que fica na Avenida Barão do Rio Branco, 1.003, além de atividades assíncronas realizadas pela Plataforma UNIFASE Virtual. Ao todo, são disponibilizadas 50 vagas.


Já o curso de Extensão “Libras: Acessibilidade e Inclusão”, que chega à sua segunda turma, é destinado a alunos de graduação, profissionais de diversas áreas e pessoas com formação no Ensino Médio, ampliando o acesso da comunidade em geral ao aprendizado da Libras. A formação ocorre de forma híbrida, com aulas às segundas-feiras, das 18h às 20h, também no Campus Barão da UNIFASE/FMP, no período de 23 de fevereiro a 7 de dezembro de 2026, com pausa durante o mês de julho. A programação inclui temas como surdez e identidade surda, introdução à Libras, categorização linguística, vocabulário organizado por temas, conversação básica e comunicação eficaz aplicada a diferentes áreas de atuação.


“O grande diferencial do nosso curso está na forma como ele é conduzido. Trabalhamos com metodologia ativa e em um formato híbrido, no qual os alunos participam de aulas presenciais quinzenais e, intercaladamente, desenvolvem atividades práticas na plataforma UNIFASE Virtual. A Libras é uma língua visual e corporal, que exige prática constante, e por isso nosso curso é essencialmente prático, algo que nem sempre acontece em outras formações, muitas vezes limitadas a apostilas ou videoaulas. Além disso, ao final do curso, oferecemos módulos específicos por área profissional. Um aluno da Pedagogia, por exemplo, aprende sinais voltados para a educação; quem é da área da Saúde ou da Medicina tem contato com sinais próprios desse contexto. Isso permite que cada profissional saia do curso preparado para se comunicar de forma mais eficaz dentro da sua realidade de atuação”, ressaltou a professora Clévia.



As inscrições para ambos os cursos já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da instituição, https://www.unifase-rj.edu.br/, nas áreas de Aperfeiçoamento ou Extensão.


24 de fevereiro de 2026
Com o tema "Cuidar, Cooperar e Transformar: o caminho para uma transição justa e regenerativa", o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto deu início à quarta edição da Jornada da Virada Climática, que se estende até o dia 23 de março com uma programação variada, gratuita e aberta ao público. Ao longo do mês, haverá debates, oficinas e ações em território, todos com temas relacionados à saúde planetária. "Há quatro anos que a UNIFASE convida a cidade de Petrópolis a debater sobre as questões das emergências climáticas e como elas afetam seus moradores. Os efeitos destas mudanças atingem diferentes grupos sociais, de diversas maneiras, então é muito importante que a cidade como um todo construa um conhecimento sobre essas questões, focando, sobretudo, em como podemos nos preparar e minimizar os impactos dessas ocorrências", explica o professor Ricardo Tammela, coordenador de Extensão da UNIFASE. Na abertura do evento, foi exibido o curta "Ilha das Flores", seguido de um debate com os professores Ricardo Tammela e Paulo Sá, especialista em Saúde Planetária e Cultura Regenerativa. A programação tem o objetivo de expandir o debate para além da academia, promovendo um diálogo com a sociedade. "Achei o documentário muito interessante porque tem a ver com o meio ambiente e a questão do lixo, que está diretamente ligada a pessoas que estão na extrema pobreza. Nós precisamos ouvi-las para que possamos promover mudanças, então esse tipo de evento é importante para dar voz à parte da sociedade que está escondida nos bairros", comenta Pilar Boche, voluntária do Movimento Internacional ATD Quarto Mundo. O evento contou não só com alunos da UNIFASE, como também de outras instituições de ensino. "Tem pessoas que provavelmente não teriam participado do debate se não tivessem sido confrontadas com as questões apresentadas pelo documentário. E por mais que elas não tenham experiência direta com os desastres socioambientais, é necessário que elas falem porque as políticas públicas não são feitas somente dentro de uma Câmara. Um cine debate como o de hoje é importante para dar voz a essas pessoas", complementou Maria Clara Sardinha, estudante da escola Firjan/SESI e integrante do projeto Geodric, realizado em parceria com a UFRJ e o CNPq. As atividades da IV Jornada Climática não se restringem ao campus da UNIFASE (Av. Barão do Rio Branco, 1003), abrangendo outras instituições de ensino superior, como CEFET, UFRJ e UFF, e organizações como o SERRATEC, EDUCAFRO e Rebio Araras. "A jornada foi pensada a partir da tragédia ocorrida na cidade em 2022 e, desde o início, a proposta, ainda que em um ambiente universitário, é envolver todo o município. Essa edição tem o diferencial de mobilizar outras instituições para que elas também desenvolvam uma programação aberta à população, acerca desse tema. Isso é uma maneira de fazer as pessoas se envolverem mais no processo reflexivo e, quem sabe, a partir daí surgirem projetos que possam ser colocados em prática. Teremos uma programação durante o mês todo, em diferentes espaços, onde poderemos fazer essa reflexão com diferentes nichos populacionais", conclui o professor Paulo Sá, um dos organizadores do evento. Entre os destaques da programação desta semana, o Cefet/RJ campus Petrópolis promove a palestra "Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra", com o professor Felipe Henriques, no dia 25 de fevereiro, às 14h. Já nos dias 27 e 28 haverá roda de conversa, com o psicólogo Rafael do Carmo e oficina, com o professor Paulo Sá. Ambas as atividades acontecem no campus da UNIFASE, às 14h e às 9h, respectivamente.  A programação completa está disponível em: https://www.unifase-rj.edu.br/evento-de-extensao/iv-jornada-da-virada-climatica Confira os destaques da programação nesta semana: 25 de fevereiro de 2026 Palestra: Sistema de Monitoramento Sem-fio de Umidade do Solo para a Predição de Deslizamentos de Terra, com o Prof. Felipe Henriques - CEFET-RJ campus Petrópolis Local: CEFET-RJ campus Petrópolis Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 27 de fevereiro de 2026 Roda de Conversa: Uma Leitura Kafkiana: Da virada em Pedro, o Vermelho à Virada Climática, com o Psicólogo Rafael do Carmo Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 14h às 17h Público alvo: Aberto a todos os interessados 28 de fevereiro de 2026 Oficina: Eu e os Eventos Climáticos - Como mitigar com o meu exercício profissional?, com o Prof. da UNIFASE, Paulo Sá Local: Auditório do Centro Cultural - UNIFASE Horário: 09h às 12h Público alvo: Profissionais da saúde, agentes comunitários e profissionais de unidades de conservação
23 de fevereiro de 2026
Evento reúne especialistas para discutir diagnóstico, cuidado e humanização
23 de fevereiro de 2026
Redação TV UNIFASE Os corredores e alas de pediatria do Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, vão ganhar música, cor e gargalhadas com o projeto Acalanto – Risos, Afetos e Encontros. A iniciativa, lançada no Pavilhão de Ensino da Unifase, pretende transformar o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento e humanização por meio da arte da palhaçaria. Arte como aliada da saúde O projeto é realizado por profissionais de artes cênicas dos grupos Palhastônicos e Teatro Circense. A atuação no hospital foi viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com parceria do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase/FMP). A proposta é melhorar o bem-estar dos pacientes por meio da alegria, auxiliando a equipe de saúde no processo de recuperação. O grupo é formado por cinco artistas: Andressa Hazboun (palhaça Flor), Dalus Gonçalvez (palhaço Tunico), Madson José (palhaço Careca), Léo Gaviole (palhaço Mortandela) e Renata Alves (palhaça Marmelada). O diretor técnico do Hospital de Ensino Alcides Carneiro, Luís Arnaldo Magdalena, destacou a importância da iniciativa para o cotidiano hospitalar, ressaltando que a humanização é parte fundamental da prática diária da unidade. “Agora vamos usar, cada vez mais com esse projeto, a boa risada, a boa gargalhada. Aquele carinho que, muitas vezes, falta em nosso cotidiano”, comentou. Inspiração A inspiração para o Acalanto veio de iniciativas já consolidadas, como o projeto Doutores da Alegria e o programa Enfermaria do Riso, coordenado por Ana Achcar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Ana trabalha desde 1998 na formação de estudantes de teatro para atuação como palhaços em unidades de saúde. Durante o lançamento, ela compartilhou experiências com os profissionais do hospital: “a palhaçada no hospital deixa marcas de força, de superação, de um olhar renovado sobre aquela realidade. Ela deixa marcas que as pessoas levam para a vida toda, até mesmo para fora do hospital. Temos histórias de pacientes que voltam a se relacionar com os palhaços ou até parentes de um paciente que veio a óbito e retornam ao hospital para encontrá-los, porque, de certa forma, a experiência e a troca com os palhaços foram um momento bom dentro daquela vivência de dor”, explicou. Segundo ela, o trabalho exige formação específica, já que o ambiente hospitalar envolve aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser respeitados. A atuação, explica, não substitui o trabalho clínico, mas acontece em diálogo com a equipe de saúde. “Cada vez mais, percebo o quanto é importante ter formação para esse trabalho, porque não é simples, é complexo. As crianças internadas — e também quem está ao redor delas — têm aspectos emocionais e psicológicos que precisam ser levados em conta. A formação envolve diálogo com a equipe de saúde, porque o palhaço e a palhaça não vão ao hospital para divertir as crianças enquanto a equipe toma um café. Queremos atuar junto com os profissionais de saúde. Essa conversa acontece no processo de formação. É preciso se preparar para estar no hospital com as crianças, atuando como palhaços e palhaças”, afirmou. Formação e expansão A partir de agora, o projeto Acalanto deve se tornar multiplicador da metodologia aplicada por Ana Achcar em Petrópolis. A proposta prevê capacitar profissionais de saúde e alunos da UNIFASE na arte da palhaçaria voltada ao atendimento hospitalar. O lançamento contou com a presença de autoridades municipais, direção do Hospital Alcides Carneiro e representantes da UNIFASE. Para o secretário de Saúde de Petrópolis, Aloisio Barbosa Filho, a iniciativa representa um avanço na humanização do atendimento. “É um projeto maravilhoso, porque você leva alegria para um ambiente que, muitas vezes, é marcado pela tristeza. Ao levar alegria para um espaço hospitalar, você promove amor — e o amor é contagioso. Essa alegria ajuda a enfrentar a doença, que é um processo realmente doloroso. Vamos começar pela pediatria e queremos ampliar o projeto para atender todos os pacientes, quem sabe em todas as unidades de Petrópolis, levando alegria para dentro do ambiente de tratamento”, finalizou. Benefícios do riso De acordo com o Ministério da Saúde, o riso estimula a liberação de endorfina, neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e bem-estar. Ele atua como analgésico natural e pode trazer benefícios aos sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico. Com o Acalanto, a expectativa é que o hospital se torne um espaço onde o tratamento médico caminhe junto com afeto, arte e humanização. Confira o Ligado na UNIFASE: https://youtu.be/P01ENlqnDXE?si=6Xme-8A5k88Sgj3X