Vestibular 2023.1: por que escolher a UNIFASE?

16 de novembro de 2022
Vestibular 2023.1: por que escolher a UNIFASE?

Vai entrar no próximo ano com foco em fazer uma graduação? O Vestibular 2023.1 da UNIFASE já está com inscrições abertas. Além de 7 cursos de graduação e 3 cursos Superiores de Tecnologia, o estudante também tem à disposição diferentes cursos de pós-graduação nas áreas de Negócios e Saúde.

Mas, você já conhece a UNIFASE e em qual curso você poderá mudar sua vida e entrar no mercado de trabalho com o pé direito? Acompanhe a leitura e saiba o diferencial que oferecemos para você, como em infraestrutura, grade curricular e metodologia de ensino. 

A oportunidade é agora. Saiba mais!

 

Vestibular 2023.1, por que escolher a UNIFASE?

A UNIFASE tem como missão promover o ensino de excelência e estimular os estudantes a desenvolverem pesquisa e projetos de extensão, com vínculos e participação intensa na comunidade. 

Especialmente na área da saúde, reiterando práticas humanizadas, colaboração com ações públicas em unidades de saúde e centros comunitários e qualificando o universitário a responder aos diferentes desafios com criatividade, inovação e compromisso ético visando a construção de uma sociedade mais justa, solidária e democrática.

A universidade está localizada no centro da cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, próximo a importantes museus e centros culturais nacionais, como o Museu Imperial, o Palácio de Cristal, a Casa de Santos Dumont e a Catedral de São Pedro de Alcântara. Com cursos de graduação e pós-graduação, a UNIFASE recebeu 5 estrelas na avaliação do MEC.

História e excelência

O Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto – UNIFASE é credenciado pela Portaria MEC nº 482, de 13 de maio de 2020, iniciou suas atividades através da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FASE), autorizada a funcionar, pelo Ministério da Educação, em 1998.

Os cursos do Vestibular 2023 são oferecidos em turnos diferentes e dispõem de corpo docente altamente qualificado e com adequada infraestrutura, tanto para o ensino das ciências básicas quanto das profissionalizantes. 

Os projetos pedagógicos oferecidos pela instituição propiciam a Seus projetos pedagógicos propiciam o diálogo e convivência entre os cursos, com o objetivo de formar profissionais com visão global e capacidade de trabalho em equipe multiprofissional, além de conscientes das necessidades sociais e aptos para o mercado de trabalho.

 

Quais os cursos oferecidos pela instituição? 

Cursos de Graduação

Administração – Em 4 anos de duração, o estudante sai com diploma de bacharel. O administrador formado pela UNIFASE vai para o mercado de trabalho com visão empreendedora e compromisso social de promover mudanças, ou seja, é preparado e estimulado a identificar problemas e elaborar planos de ação, com tomadas de decisões gerenciais. 

O curso tem dois ciclos: o básico e o profissionalizante com disciplinas teóricas interdisciplinares entre as áreas das Ciências Sociais, Humanas e Exatas. A partir do 5º período, o universitário escolhe uma linha de formação específica: Gestão do Marketing, Gestão de Sistemas de Informação e Gestão da Saúde.

Enfermagem – No formato de Bacharelado, o curso – com 9 semestres de duração – prepara enfermeiros generalistas direcionados para a assistência em saúde de pessoas, famílias e comunidades em ambulatórios, unidades básicas, domicílios e hospitais. 

Além disso, o profissional terá a visão da gestão do Sistema de Saúde e serviços de enfermagem. As disciplinas atravessam conhecimentos nas Ciências Biológicas, Sociais e Humanas. Desde o 1º período do curso, o estudante é integrado na vivência em comunidade, com atitudes empreendedoras e multiprofissionais.

Enfermagem/Licenciatura – Nessa modalidade, o foco do ensino está na idealização do “enfermeiro educador”, que junto com os conhecimentos técnicos e práticos da assistência em saúde desenvolve contínuo engajamento em atividades científicas de pesquisa e extensão de educação para a saúde e também de continuar o estudos em cursos de pós-graduação (residências, mestrados e doutorados). 

A licenciatura propõe o engajamento na promoção, prevenção, tratamento e recuperação da saúde, como prática social integrativa.

Nutrição – O aluno de Nutrição da UNIFASE aprenderá, em 4 anos, habilidades práticas e teóricas sobre a função, manipulação e preparação de alimentos, também tecnologias industriais sobre alimentação e a relação dela com a saúde coletiva. O nutricionista é o profissional responsável ainda por prevenir, identificar, tratar e recuperar agravos nutricionais, planejando o uso de recursos alimentares, prevenindo desperdícios e preservando o meio ambiente. 

A formação nesta área tem o compromisso de preparar profissionais éticos, críticos e humanistas, com ênfase na saúde individual e coletiva e em respeito à diversidade econômica, política, social e cultural.

Odontologia – São 9 semestres de duração com foco na formação pedagógica e promoção da saúde bucal. O curso de bacharelado tem quatro núcleos de formação, com unidades de ensino vinculadas às práticas de atenção integral à saúde de modo multiprofissional, com interação entre ensino, serviço e comunidade. 

O odontólogo é preparado tanto para avaliar o perfil epidemiológico da saúde da população quanto a promoção da educação ambiental.

Psicologia – Com 10 semestres de duração, o curso prepara psicólogos para clínicas, pesquisa e também o ensino de Psicologia. Durante a formação o profissional será preparado para atuar em Processos de Avaliação Diagnóstica, em Processos Clínicos, em Processos Educativos, em Processos de Gestão e em Processos de Prevenção e Promoção da Saúde. 

O curso promove a educação para a cidadania e os direitos humanos universais, a educação para a inclusão social, a educação para a compreensão das relações étnico-raciais e a educação e consciência acerca da sustentabilidade ambiental. A formação em Psicologia promove o aprendizado de forma multidimensional, interdisciplinar, interprofissional e intersetorial na integralidade do cuidado social, da saúde em geral e da saúde mental em especial.

Medicina   – Com 12 semestres de duração, o curso prepara médicos generalistas compromissados com a saúde pública e que são preparados a dominar conhecimentos básicos de natureza biopsicossocial, com ênfase na Medicina Interna, à Medicina Social e às ciências básicas, com inserção do aluno na comunidade desde o início do curso. 

O profissional de medicina é preparado para atuar na cura ou na prevenção da doença, com postura ética e humanística em relação ao paciente, à família e à comunidade.

 

Curso Superior de Tecnologia

Além dos cursos de graduação (bacharelado e licenciatura), o Vestibular 2023 da Unifase oferece três cursos superiores de Tecnologia, com duração de 2 anos. Formação de qualidade com menor tempo de duração.

Gestão de Recursos Humanos – O curso, com 2 anos de duração, capacita o profissional a identificar, por meios de métodos, técnicas e práticas modernas, a importância das pessoas no contexto de uma organização, tornando-o competente para atuar nos diversos subsistemas que integram a área de Recursos Humanos das empresas. 

Com foco na cultura organizacional das empresas, o tecnólogo de RH contribui no gerenciamento de projetos, bens e serviços, bem como na sistematização de processos de recrutamento e seleção de empregados, acompanha a legislação trabalhista e desenvolve melhorias de planos de cargos e salários, auditorias e planejamento do uso eficiente e humanizado do corpo profissional nas organizações.

Gestão Pública – A formação nessa área prepara profissionais para administrar organizações do setor público nos níveis de governo Municipal, Estadual e Federal, contemplando as diversas relações de governo na gestão de políticas públicas em áreas sociais, econômicas e de infraestrutura. 

É um curso voltado para preparação crítica e reflexiva de gestores qualificados no acompanhamento de processos de produção de bens e serviços públicos, com espírito empreendedor e inovador nas relações com o mundo do trabalho. A graduação dura 2 anos.

Radiologia – O profissional da área será capacitado para trabalhar em serviços de Raios X Convencional e Digital, Mamografia, Raio X Odontológico, Hemodinâmica, Tomografia Computadorizada, Densitometria Óssea, Ressonância Magnética, Medicina Nuclear, Radioterapia e Radiologia Industrial. 

Além de propor uma formação integral na área de Radiologia Humana e Industrial, capaz de atuar com autonomia de decisão, capacidade para trabalhar em equipe, gerar tecnologias, tomar decisões em tempo real durante o processo de trabalho, corrigir problemas, prevenir disfunções, buscar a qualidade e a efetividade de suas ações, monitorar seu próprio desempenho e dar respostas novas aos novos desafios da vida pessoal e profissional.

 

Pós-Graduação e Extensão

O Vestibular 2023 da UNIFASE oferece ainda diversos cursos na área de Saúde, Educação e Gestão para quem já é graduado, com valores de excelência no ensino, formação voltada para o mercado, docentes qualificados, conteúdo de qualidade e uso de tecnologias e metodologias ativas.

Todos os cursos dispõem de laboratórios para atividades de ensino e pesquisa, dando suporte às atividades de extensão sempre que necessário, além de atividades práticas em consonância com o aprendizado teórico-conceitual e metodológico das unidades curriculares. 

Na estrutura, o aluno conta com equipamentos próprios, apoio de pessoal técnico, manutenção e conservação.

Os diferentes cursos de extensão também são uma opção para quem deseja complementar ainda mais o conhecimento científico aplicado em áreas específicas.

 

Saiba como ingressar na UNIFASE

Se você está interessado em ingressar em um dos cursos da UNIFASE, o Vestibular 2023 está com inscrições abertas. A participação é on-line, a partir do edital de publicação de vagas por curso. As provas são online, com aproveitamento da nota do Enem até 48 horas após a inscrição. O resultado é divulgado em até 72 horas após a conclusão do processo seletivo e a matrícula pode ser feita em até 5 dias do resultado.

Pessoas que ainda não terminaram o Ensino Médio podem participar do vestibular, mas o resultado só é válido durante um ano. Em caso de aprovação, o aluno pode fazer a reserva de sua vaga para um momento posterior à conclusão do Ensino Médio, desde que o seu ingresso na faculdade não ultrapasse o prazo de um ano estabelecido, que passa a ser contado a partir da data do vestibular.

Quem já tem diploma de graduação e deseja estudar um novo curso terá um desconto de 30% nas mensalidades. Exceto para os cursos de Odontologia e Medicina.

Inscreva-se agora no Vestibular 2023 da UNIFASE e mude seu futuro!

 

6 de abril de 2026
Rotina, uso de telas e estresse interferem no descanso, e ações educativas reforçam a importância de dormir melhor
1 de abril de 2026
Às vésperas da Páscoa, quando o chocolate ganha destaque nas vitrines e no imaginário popular, a nutricionista e professora da UNIFASE, Brigitte Olichon, resgata a origem dessa tradição e propõe uma reflexão sobre o consumo desse alimento tão presente na data. Ao percorrer a história do chocolate, desde suas raízes culturais até seus efeitos no organismo, a especialista convida o leitor a enxergar além da tentação e compreender melhor o papel desse doce na nossa alimentação. Confira: Está chegando a Páscoa, e as lojas estão completamente enfeitadas de todas as formas possíveis e imagináveis de chocolate. Uma tentação!!! Mas... o que tem a ver uma coisa com a outra? Como sempre, muitas das nossas tradições têm raízes muito mais antigas do que imaginamos... Neste caso, muito antes do Judaísmo ou do Cristianismo se posicionarem como religiões de massa, civilizações do Mediterrâneo e orientais tinham como costume presentear amigos e familiares com ovos (de galinha ou de pata) coloridos com ervas. Isso acontecia sobretudo quando chegava a primavera, como símbolo de vida e renascimento - vamos lembrar que essas regiões do hemisfério Norte estavam saindo de um longo, tenebroso, frio e escuro inverno, do qual nem todos saíam vivos. Várias formas de se enfeitar os ovos eram utilizadas: com flores, ervas, desenhos, imagens de deusas pagãs, animais... E a igreja cristã, então, quando quis abafar os rituais pagãos, novamente se apoderou de seus símbolos e começou a ilustrar os ovos com as imagens de Jesus e Maria, associando o sentido de renascimento à Páscoa cristã, que celebra a ressurreição do Cristo. Esta tradição continuou, portanto, e tomou proporções grandiosas na Idade Média, quando nobres e cavaleiros presenteavam com ovos cobertos de ouro e pedrarias... Na Rússia, ficaram famosos os ovos feitos por um ilustre ourives francês (Fabergé), que transformava essas jóias em verdadeiras obras de arte! E quando tudo isso se transformou nas delícias de chocolate? Bem, ainda demorou um tempo... tempo suficiente para que os espanhóis invadissem a América e experimentassem o "líquido quente" (tchocoatl) que os nativos incas, maias e astecas utilizavam em rituais sagrados e na guerra. Lendas astecas dizem que o cacau surgiu do paraíso, pois acreditavam que quem o bebesse adquiriria poder e magia. Este chá, feito com sementes esmagadas de cacau, milho e chili, era amargo, forte, quente... e dava força, recuperava doentes, reanimava guerreiros e servia de presente ao mundo dos mortos. Quase que ressuscitava mesmo! Levado para a Europa, este sagrado e miraculoso alimento foi acrescido de vários outros ingredientes para se tornar algo mais palatável: açúcar, leite, creme de leite e manteiga. Mas como tudo isso era caro, só os nobres tinham acesso a esta delícia dos deuses. Quando Portugal se deu conta de que tinha um quintal meio ocioso, "em que se plantando tudo dá", trouxe para cá plantações de cacau que, somadas às já presentes plantações de cana-de-açúcar, tornaram o império mais rico e mais forte. Claro que foram cozinheiros franceses que tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate... e a moda pegou, para a alegria de todos! Alegria... relativa. Na verdade, o verdadeiro chocolate, feito com um teor mais alto de cacau (acima de 70%), tem substâncias chamadas flavonóides e polifenóis que têm uma função antioxidante, prevenindo a aterosclerose e as doenças do coração, a formação de coágulos no sangue e derrames, diminuem o colesterol ruim e a pressão arterial, são estimulantes do sistema nervoso central e estimulam a produção de serotonina, o hormônio do prazer. Tudo de bom, né? Mas como tudo na vida, ele também tem seu lado negativo. Mesmo o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau) é muito calórico e vicia, além de provocar reações alérgicas em muitas pessoas: dor de cabeça, diarréia, pedras nos rins, acne, tensão pré-menstrual podem ser alguns dos sinais. Fique atento. Outro ponto a ser considerado é que o bom chocolate, com sementes de cacau de boa qualidade, é sempre importado - e caro! Porque o bom que é produzido aqui no Brasil é selecionado para a exportação, uma vez que lá fora as pessoas querem qualidade, querem o que há de melhor... e nós ficamos com "o resto": sementes de baixa qualidade, que exigem que se acrescente mais açúcar, mais gordura hidrogenada, mais aditivos químicos para ter consistência e "sabor". Assim, o que aqui chamamos "chocolate" muitas vezes nem chega perto - o chocolate branco, por exemplo, nem leva cacau, só a gordura da semente. E, então, embora viciados e acreditando que estamos nos alimentando de algo que pode até fazer bem à saúde, na verdade estamos nos envenenando e comprometendo fígado, coração, rins... E fazemos isso a nós mas, principalmente, às nossas crianças, que aprendem desde cedo a gostar de alguma coisa que só vai torná-las mais doentes. A questão, então, é a moderação, o equilíbrio. Utilizar um produto de qualidade, puro, com alto teor de cacau - eles são mais caros, é verdade; e mais finos também. Mas quem disse que vamos conseguir comer tudo de uma vez? E nem precisamos. Basta termos a real noção do que representa o chocolate em nossa vida: é um alimento precioso, de renascimento, para momentos especiais... Bom renascimento regado a chocolate para vocês!
31 de março de 2026
O descarte inadequado de medicamentos, muitas vezes tratado como um hábito inofensivo, tem se revelado um problema silencioso com impactos que vão muito além do lixo doméstico. Substâncias farmacológicas descartadas de forma incorreta podem contaminar o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para um dos maiores desafios da saúde pública atual: o aumento da resistência a medicamentos. Recentemente, o tema também esteve em debate na UNIFASE durante a 4ª Jornada da Virada Climática, ampliando a reflexão sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e uso racional de medicamentos. Para aprofundar o debate, a Profa. MsC. Priscilla Feijó, docente de Farmacologia da UNIFASE, explicou como práticas cotidianas, como o descarte incorreto de remédios, podem impactar diretamente o meio ambiente e favorecer a seleção de microrganismos resistentes. 1 - O que acontece quando descartamos medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário? R.: Os medicamentos contêm compostos biologicamente ativos e muitos deles mantêm sua atividade mesmo após serem descartados no lixo comum ou no vaso sanitário. O problema é que os sistemas de tratamento de resíduos e de esgoto não foram projetados para remover completamente esses compostos. E aí surge o problema: essas substâncias ativas atingem o solo, rios e lençóis freáticos, podendo persistir no ambiente por longos períodos. Uma vez no ambiente, podem ser transferidas ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes, plantações e até animais de criação. Com isso, acabam retornando ao ser humano, principalmente por meio da ingestão de água e alimentos, ainda que em baixas concentrações. Diversos estudos mostram que o descarte inadequado de medicamentos é uma fonte relevante de resíduos farmacêuticos no ambiente, somando-se a outras vias de contaminação. 2 - Quais são os impactos ambientais mais preocupantes? R.: O impacto ambiental é expressivo, indo desde a contaminação de lençóis freáticos e do solo até a bioacumulação em organismos aquáticos e terrestres, com potencial de transferência ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao ser humano. Além disso, o descarte de medicamentos hormonais e de anti-inflamatórios, sendo estes últimos amplamente utilizados e, em muitos casos, isentos de prescrição, contribuem para a desregulação endócrina, levando a alterações reprodutivas e comportamentais. E, quando pensamos em antibióticos, o cenário se torna ainda mais preocupante: a presença desses compostos no ambiente favorece a seleção de microrganismos resistentes. Agora, imagine: estamos expostos, ainda que em baixas concentrações, a esse conjunto de substâncias ao longo da vida. Qual é o impacto disso na nossa saúde como um todo? Ainda estamos entendendo. O que já sabemos é que hoje enfrentamos um problema real com bactérias multirresistentes, inclusive casos de resistência extrema. E, com o aumento da presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, esse cenário tende a se agravar. É, sem dúvida, uma preocupação crescente. 3 - O que é a resistência a medicamentos e por que ela preocupa tanto hoje? R.: A resistência antimicrobiana é, na verdade, um processo de seleção natural. Quando uma população de microrganismos entra em contato com um antibiótico, os mais sensíveis são eliminados, enquanto aqueles que, seja por mutação ou por características já existentes, conseguem sobreviver, se multiplicam e passam essa resistência adiante. E nós favorecemos essa seleção quando usamos antibióticos de forma inadequada ou quando há uso extensivo na agricultura e na pecuária. E é aí que entra a grande preocupação: infecções que antes eram simples de tratar estão se tornando cada vez mais complexas. Em alguns casos, já lidamos com microrganismos multirresistentes e até pan-resistentes, para os quais praticamente não há opções terapêuticas. Isso tem um impacto direto em nossas vidas. Procedimentos considerados seguros, como cirurgias, quimioterapia ou transplantes, dependem da eficácia dos antimicrobianos. Sem eles, o risco de infecção volta a ser um fator limitante real. 4 - O que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir esse problema? R.: Cada pessoa tem um papel fundamental nesse processo, e pequenas mudanças de comportamento já fazem diferença. O primeiro ponto é não usar medicamentos por conta própria. Eles devem ser utilizados apenas quando prescritos, respeitando a dose, o intervalo e o tempo de tratamento, e nunca interrompidos por iniciativa própria. Outro ponto importante é, sempre que possível, adquirir a quantidade exata prescrita, evitando sobras, porque, se não sobra, não há necessidade de descarte posterior. Por fim, é fundamental não descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. O ideal é encaminhar medicamentos vencidos ou em desuso, juntamente com suas embalagens, para pontos de coleta apropriados, como farmácias e unidades de saúde que participam de programas de logística reversa. Hoje, inclusive, já existem plataformas que ajudam a localizar os pontos de coleta mais próximos. Além disso, a informação tem um papel central. Orientar familiares e pessoas próximas sobre o uso racional e o descarte correto de medicamentos contribui diretamente para ampliar o impacto dessas ações. 5 - Qual o papel das universidades nesse debate? R.: Crucial. Na formação, as universidades são responsáveis por preparar profissionais da saúde mais conscientes dentro do conceito de One Health ou Saúde Única. Esses profissionais precisam compreender que a saúde, em seu sentido mais amplo e real, envolve a integração entre ser humano, animais e meio ambiente. Nesse contexto, é fundamental internalizar e transmitir a importância do uso racional de medicamentos e todos os seus desdobramentos, incluindo o descarte adequado. Na produção de conhecimento, as universidades contribuem para a compreensão da dinâmica da resistência, do papel do ambiente como reservatório de genes de resistência e dos efeitos da exposição crônica a resíduos farmacêuticos. Esse conhecimento é essencial tanto para formar profissionais mais engajados quanto para embasar políticas públicas e estratégias de enfrentamento mais eficazes. E talvez um dos pontos mais importantes seja o papel social. A universidade precisa se posicionar como um elo entre ciência e sociedade, promovendo educação em saúde, divulgando informação de qualidade e participando ativamente de iniciativas como programas de descarte correto de medicamentos.