Os Desafios do Ensino Superior em tempos de Covid-19

21 de maio de 2020
Os Desafios do Ensino Superior em tempos de Covid-19

É inegável que a pandemia da Covid-19 alterou o ritmo de vida em todos os lugares do mundo,  sem impor diferenças entre classes sociais, gêneros e raças. Todos estão, de alguma forma, sendo afetados diretamente por esse novo vírus. Com a  relação dos métodos de ensino-aprendizagem não foi diferente. De um dia para outro, tudo se transformou. O professor em sala de aula, com o quadro à disposição perante os alunos, ganhou a forma de uma tela de computador, tablet, celular ou televisão. A tecnologia se transformou na maior aliada para que os alunos não percam o ano letivo.

Diante desse contexto totalmente inusitado, algumas instituições de ensino superior (IES) pararam totalmente suas atividades. Na contramão, outras se reinventaram para adotar o modelo temporário de virtualização do conteúdo, assegurado pelo Ministério da Educação com o objetivo de oferecer aos estudantes a oportunidade de não interrupção dos seus estudos no momento crítico em que o mundo se encontra.

Preocupada com o processo de formação dos seus alunos, a Faculdade de Medicina de Petrópolis/Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), mesmo não ofertando cursos na modalidade a distância convencional, se reinventa neste momento sem qualquer cerimônia, e utiliza as ferramentas virtuais,  como o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, disponibilizado através da plataforma Moodle, gravação de videoaulas, e a plataforma Zoom, para vídeo e áudio conferências, o Power Point da Microsoft, links, entre outros inúmeros programas, inovando na ampliação da utilização do acervo pedagógico.

“É gratificante ver as pessoas se reinventando para apresentar soluções inovadoras tanto para velhos quanto para novos problemas. E não são poucas as manifestações de carinho, agradecimento e reconhecimento – por parte dos alunos em geral – aos professores, pelo esforço empreendido e pelos resultados que vêm sendo obtidos. É uma grata surpresa constatar que nesse tempo de isolamento social, estamos nos sentindo mais próximos dos nossos alunos e esperamos que a recíproca seja verdadeira. Enfim, é tempo de superação e desta forma crescemos todos: alunos, professores e instituição. Não sairemos dessa situação da mesma forma que entramos. Sairemos melhores, mais fortes… renovados.”, comenta Abílio Aranha, coordenador de Ensino da FMP/Fase. 

Todavia, uma das principais consequências desse período prolongado de paralisação das atividades presenciais é o aumento do índice de evasão escolar. Embora as IES venham buscando, por meio da oferta de atividades de ensino remoto, reduzir os prejuízos na aprendizagem de seus estudantes, o desafio de mantê-los engajados nos estudos é grande. Além da autonomia e da disciplina exigidas dos alunos nessa reorganização da vida escolar, a falta de acesso ou o acesso limitado à internet configura-se como um obstáculo para que a totalidade dos estudantes seja contemplada.

Cientes dessa dificuldade, especialistas e organizações têm reforçado a importância dos gestores educacionais desenvolverem ações específicas com foco nos alunos com maior risco de evasão durante esse período. Desta forma, a FMP/Fase criou um canal de diálogo constante entre as diferentes coordenações, e destas com seus representantes de turma, para avaliar a eficácia do que está sendo proposto e aplicado. Nessa linha, para enriquecer a reflexão necessária, a Comissão Própria de Avaliação – CPA encerrou, em abril, uma coleta de dados através de um questionário, respondido on-line pelos discentes e docentes, por onde levantou suas percepções quanto ao que vem sendo oferecido. 

De uma forma geral, os resultados demonstram que, apesar da complexidade da transformação do processo de aprendizagem, este tem sido positivo. As ferramentas virtuais disponibilizadas oficialmente pela IES (Moodle e Zoom) são as mais utilizadas no presente modelo e têm se mostrado adequadas para o andamento das atividades virtuais e também no processo de comunicação. Em breve, os resultados serão apreciados pelas coordenações e pela diretoria para que sejam realizadas as correções de rumo que se fizerem necessárias”, ressalta Gabriel Martins, membro da CPA.

É importante destacar que nesse período também foi aprovado, pelo Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação (CNE/CP nº 5/2020), as orientações sobre a reorganização do calendário escolar e a possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da pandemia. O documento também prevê uma forma de avaliação mais equilibrada dos estudantes. 

“Somos uma instituição focada nas áreas da saúde e da gestão, que preza pela humanização e qualidade do ensino. Precisamos uns dos outros. Todos nós temos que aprender a gostar desses ‘outros’ e, de modo especial, os que pretendem atuar na área da Saúde. Trabalhar com Saúde ou Educação deve ser sinônimo de gostar de gente!”, explica Abílio Aranha, coordenador de ensino da FMP/Fase. 

Por fim, todo o sistema educacional será reinventado. A sala de aula convencional não será mais a mesma. Talvez existirá  mais tempo para novos projetos, com o reaproveitamento da carga horária do professor. Aprender terá um novo significado e o aluno será protagonista do próprio caminho. É tempo de se reinventar e aproveitar as oportunidades, pois como diria Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

 

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